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Tópico da UP HOUSE NIGHT CLUB

Av. Mem de Sá, 89, Lapa
Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ

(21)99291-6370

https://www.instagram.com/uphouseclublapa/

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✨ Relato – Noite na Lapa (UP Night House) ✨

A noite de terça, 21 de outubro, nasceu preguiçosa, com aquele frio leve que convida a um gole e a boas histórias. Eu estava pelo centro, sem pressa, e acabei parando no bar do Augustus, na Lapa. Aquele ponto é um verdadeiro cruzamento de mundos — sotaques misturados, risadas em vários idiomas e uma energia que parece pulsar no ritmo do próprio Rio.

De frente ao bar, o letreiro da UP Night House brilhava como um farol. Resolvi seguir o chamado. Entrei, pedi minha cerveja, e me deixei levar pelo som, pelas luzes e pelas curvas que dançavam no salão. Muitas meninas, jovens, bonitas — parecia um desfile de estrelas em movimento.

Uma novinha sentou-se ao meu lado, linda, de cabelos lisos e sorriso doce. Conversamos um pouco, mas algo dizia que o universo tinha outros planos para mim naquela noite. Terminei minha bebida e, movido por um impulso quase cósmico, fui até a outra UP, a poucos passos dali.

Essa segunda casa era um espetáculo à parte: música boa, ambiente vibrante e um cardápio humano de todas as formas e estilos. Entre um gole e outro, o destino fez sua parte — uma morena estonteante, de presença marcante, sentou-se ao meu lado. Conversamos longamente, rindo, trocando olhares cúmplices, como se já existisse uma sintonia invisível nos ligando.

A conexão foi imediata. E quando ela me convidou para “namorar”, não houve como negar. No Quarto ela deu uma mamada maravilhosa, lambeu, passou a lingua na cabeça do pau, chupou as bolas - eu fui na Lua e voltei! Botei ela de 4 e soquei vendo aquela raba maravilhosa, finalizando com ela deitada pra cima na beira cama.... delicia de morena.

A noite, que começou com cerveja e curiosidade, terminou com cumplicidade, calor e aquela sensação rara de ter vivido algo que foge da lógica — uma daquelas experiências que o cosmos reserva apenas para quem se entrega ao acaso.

Na saída, o vento da Lapa parecia mais leve, como se o universo tivesse sussurrado: “era pra ser”.

✨ Relato por AscendenteX – explorando o prazer como quem desvenda os segredos do zodíaco ♏
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
AscendenteX 02/11/2025 11:46

Sim confrade,
Uma fica na Mem de Sá 89 e outra na Mem de Sa tbm so que ao lado do bar da lapa ( em frente ao bar do augusto)
Bem perto uma da outra não tem erro.
Boa sorte

Spirit 02/11/2025 05:13

Opa, esses dias mesmo eu me peguei pensando na UP, pretendo voltar lá. Só fui uma vez e até curti, mas não dei sorte.
Poderia dar mais detalhes sobre essa "segunda UP" que vc mencionou? É a própria Up House só que em outro local? Não estou ciente, agradeço se me passar a info kkkk valeu, confrade.

Ana Clara Lira, Brand, Eddie Adams, Andrews, Mítico, Pirubaby, Rebecca Magrini, Ifoode, Spirit, Thor de Copacabana, Oscar, The Shy curtiram esse relato.
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PAULA
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25 de Maio de 2025 às 15:44
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A Lapa, meus nobres, não é um bairro — é um vício. Uma doença venérea da alma. Um ventre obsceno onde a cidade se despe de suas máscaras e se entrega, sem pudor, às entranhas da própria decadência. E eu, homem de hábitos noturnos e pecados diurnos, sou seu filho bastardo e fiel.

Não se vai à Lapa por gosto. Vai-se por fraqueza. Por tara. Por essa necessidade desesperada de ver o mundo como ele realmente é: sujo, lírico e promíscuo. Lá, os homens se embriagam de si mesmos, e as mulheres dançam como quem pede perdão ou vingança — ou ambos.

Há na Lapa uma poesia de puteiro. Um romantismo de esquina mal iluminada. Cada poste, cada bar em ruína, cada travesti com cílios de Cleópatra decadente carrega mais verdade do que toda a Avenida Atlântica num domingo de sol. Os amantes se traem com ternura. Os bêbados choram como heróis trágicos. E os músicos tocam como se tivessem vindo do Inferno direto para uma roda de samba.

Sim, é ali que passo algumas noites. Entre o badalar dos copos e o gemido da sanfona, descubro o que os salões iluminados jamais me mostraram: que a beleza é obscena, que a pureza é mentirosa, e que Deus — se existir — frequenta os becos da Lapa disfarçado de mendigo bêbado.

A Lapa é minha religião e meu bordel, minha penitência e meu milagre. E se um dia eu tiver que ser julgado por minhas escolhas, quero que meu advogado seja um velho sambista de voz rouca e alma sebosa. Porque só ele entenderá que, no fundo, toda a minha existência foi apenas isso: uma tentativa desesperada de ser digno da Lapa.

*****

A boate Up House não é um nome — é uma sentença. Quem entra ali, entra condenado. Não por um tribunal de toga, mas por um desejo que ninguém ousa confessar nem a si mesmo. A fachada é discreta como a vergonha, mas por dentro tudo pulsa: a luz, o cheiro e o tilintar profano do gelo em copos.

Foi ali, naquela câmara de pecado e espelhos mal-intencionados, que a conheci.Paula. A prostituta — a santa invertida. Vestia uma saia curta como um suspiro e falava com a displicência das que desprezam o interlocutor. Não havia promessas. Não houve sedução. Apenas uma troca rápida de olhares e um aceno burocrático.

Subimos sem pressa, como quem vai ao matadouro. O quarto, se é que se pode chamar assim, era um altar de camas desfeitas e lâmpadas escuras que perdoavam todas as celulites. Ela me despiu como uma enfermeira entediada, com gestos práticos, quase maternais. E então fizemos sexo — não como amantes, mas como sobreviventes.

Naquele instante, o mundo deixou de existir. Não havia mais o Rio de Janeiro, nem o Papa, nem a moral cristã. Só havia o ranger da cama, a respiração arfante e o tempo suspenso entre duas carnes que se negavam a sentir afeto.

Saímos como entramos: calados, cúmplices e invisíveis. Mas algo ficou. Um cansaço nos ossos. Uma súbita compreensão de que o amor, quando muito sincero, se disfarça de trepada.

A Up House não é uma boate. É uma metáfora. É onde o homem, nu e suado, encara o que resta de si sem maquiagem. E às vezes, por quarenta minutos e duzentos e cinquenta reais, encontra ali uma espécie de salvação — suja, clandestina e irreversível.
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
Rebecca Magrini 31/10/2025 04:23

PAULA , minha grande amiga, tive q comentar, grande DANTE, "ESTOU LENDO O RELATO PARA ELA NESTE MOMENTO" SAUDADES❤️🤣💃🍾🥂

Geraldinho, Brand, Josh, membro, Jonas, The Creator, Jucabar, Makaveli, Holmes, Trilheiro, Sued, PauloCesar, Gojira, Yami Mysterio, Spirit, Rebecca Magrini, ViciadoEmPeitudas, Tommy Devito, Pirubaby, Gonzo Fotógrafo, Morpheus curtiram esse relato.
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Noite de céu cinza. Um céu esfarrapado como a alma da cidade. Voltei à boate Up House, aquele inferninho disfarçado de balada na Lapa, com luz de neon e cheiro de desinfetante misturado com perfume paraguaio. Um templo para os devotos do pecado e os cínicos da virtude.

Sei que sempre haverá um sacristão para me condenar — tem sempre um hipócrita com bíblia na mão. Mas o que eu posso fazer se não descubro outros prazeres mais duradouros do que morder a maçã que uma Eva qualquer me oferece?

Talvez seja isso: a maçã. O gosto do proibido, mesmo quando você já sabe que não tem nada demais. Que é só fruta colorida com batom de camelô. Mas, caramba, às vezes ainda é doce. Isso basta.

Quando a vi, ela estava sentada perto do bar como se não tivesse um minuto a perder. Pernas cruzadas e olhos que não pediam desculpa por estarem ali. Não era jovem demais. Não era velha. Era o tipo de mulher que já apanhou por estar viva e agora revida. Sorriu para mim como quem reconhece um velho cliente, ou talvez só mais um idiota com a carteira cheia e o coração vazio.

— Posso te fazer companhia? Me paga uma cerveja? — ela perguntou num tom de voz de quem já gritou muito e agora sussurra.

— Duas. — Respondi, e me sentei ao lado dela como quem volta para casa depois de muito tempo.

Não perguntei o nome. Nomes só servem para a gente se iludir. Ela também não perguntou o meu. Melhor assim. Ficamos ali, bebendo em silêncio por uns bons minutos. O barulho do lugar emanava uma mistura de risada forçada e funk de quinta. Mas com a cerveja gelada e o calor dela ao lado, parecia quase poesia.

— Tá procurando o quê hoje, bebê? — ela perguntou, encostando a perna na minha.

— Um pouco de esquecimento e salvação. E, se for possível, uma mulher para me enganar.

— Salvação para quem, bebê? — ela quis saber rindo.

— Para os fodidos. Os cansados. Os que se afogam em sexo pago e vinho ruim.

— A gente não quer salvação. A gente quer alívio. E às vezes, alívio é só uma boa transa e um cigarro depois.

Preferi encerrar a sessão de análise. Aquela mulher conhecia a vida. Sugeriu que eu fosse ao caixa, pois me mostraria o caminho para o esquecimento. Paguei pelo ingresso e ela me conduziu pela escada até um quarto nos fundos sem fazer cena, como se fôssemos só mais dois fantasmas se esbarrando no escuro.

O aposento era pequeno, sem espelho no teto ou lençóis vermelhos demais. A mulher carregava um crucifixo torto preso ao pescoço, era alguém que definitivamente não entendeu nada sobre salvação.

Tiramos a roupa devagar, sem romance, mas com uma estranha ternura. Era um ritual triste, mas necessário, como lacrimejar no meio do velório. E ali, com ela por cima de mim, olhos nos olhos, senti uma coisa que não tinha nome. Não era amor. Deus me livre. Mas também não era só sexo.

Era como se, por alguns minutos, dois fracassos se encontrassem e dissessem: “tudo bem, pelo menos a gente tentou.

Para ser sincero, na minha idade já descobri que todos os prazeres são breves — talvez por isso sejam prazeres. Porém, alguns são mais intensos. E ela era isso: intensidade embalada em dor e batom.

A mulher me fez gozar. Depois, deitados, ela fumou olhando para o nada como se quisesse sair do próprio corpo. Eu também. O silêncio entre nós era quase confortável. Olhei para o relógio: 2h15. O universo lá fora seguia girando, enquanto ali dentro tudo parecia suspenso. Como se o tempo tivesse dado uma trégua só para nos deixar morrer em paz por alguns minutos.

— Cê vem sempre aqui? — ela me perguntou, com ironia.

— Quando a vida começa a me sufocar — respondi sangrando verdade.

— Então deve vir sempre.

Assenti. Ela não estava errada. O mundo é cheio de regras, planilhas, relógios, reuniões, boletos e gente vazia com roupa cara. Ali dentro, pelo menos, as mentiras são honestas.

— Meu nome é Mila — finalmente se apresentou, antes de dar o bote.

Então, Mila me pediu uma gorjeta, eu entreguei o dinheiro e ela nem agradeceu. Não precisava. Era só um acordo entre dois perdidos tentando sobreviver à própria existência. A relação era clara, limpa na sua sujeira.

Na saída, a chuva tinha começado. Claro. Céu cinza não promete nada que preste. Fiquei ali na calçada, vendo a Lapa tremer sob o peso da noite. A luz de neon da Up House falhava como um coração com arritmia.

Pensei em voltar para casa, tomar um banho quente e esquecer. Mas parte de mim sabia que ia lembrar daquela mulher. Não pelo sexo, nem pelo cheiro. Mas pelo jeito como ela me olhou no escuro — como quem enxerga o fracasso, mas não vira o rosto para ele.

E talvez seja isso o que a gente procura quando paga por amor: alguém que veja o buraco e diga “eu também tô nele”.

Voltei a andar, devagar, encharcado de mim mesmo. Um velho como eu vive acelerado porque já sente a foice se aproximando. Amanhã será outro dia, cheio de contas, compromissos e esperanças de menos. Mas por algumas horas, eu tinha sido só carne e alma crua.

Porra, mas o que eu havia conseguido naquela noite já é mais do que muitos conseguem. Emparelhei os meus aparelhos auditivos com o celular, deixei a música me ensurdecer e segui em frente. Não havia outra escolha.

DURAN DURAN
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RAZOáVEL RAZOáVEL
Jucabar 27/04/2025 07:35

Brabo!!!! 👍👏👏👏👏

Aquaman 27/04/2025 00:10

Um prazer ler estes relatos

Engenheirista 26/04/2025 22:09

"When you don't hear a word I say
As the talking goes, it's a one-way show
No fault, no blame
Has the memory gone? Are you feelin' numb?
And have I become invisible?"

As vezes nós precisamos só passar pela vida, um passo de cada vez.

Estarossa 26/04/2025 13:32

Ótimo texto, como sempre

Adorei esse parágrafo: "Talvez seja isso: a maçã. O gosto do proibido, mesmo quando você já sabe que não tem nada demais. Que é só fruta colorida com batom de camelô. Mas, caramba, às vezes ainda é doce. Isso basta."

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A Lapa tem um cheiro próprio. Um misto de cerveja choca, perfume barato e promessas falsas. Para mim, é mais que um bairro — é um estado de espírito. É a minha Ítaca. Toda vez que cruzo os Arcos, sinto que retorno de uma guerra antiga. Uma guerra contra o celibato, contra os algoritmos cruéis do Tinder, contra a realidade que insiste em me lembrar que a libido, quando ignorada por tempo demais, começa a se manifestar nas formas mais esquisitas.

Como, por exemplo, uma ereção involuntária durante o filme “Um Senhor Estagiário”. Quando Anne Hathaway me encarou através da tela, minha libido, que dormia em posição fetal há semanas, se espreguiçou. Robert De Niro, coitado, não entendeu nada.

Sim. Foi ali, entre diálogos fofos e planos de câmera, que Anne Hathaway me lançou um olhar digital e eu percebi que precisava fazer algo. Algo prático. Concreto. Sem filtro de Instagram ou cerveja artesanal. Precisava de um corpo. Um corpo real. E de preferência, um que não me julgasse por ficar excitado em comédias românticas com a Anne Hathaway.

Naquela sexta-feira, a Lapa me chamou com sua voz rouca de cigarro e batom borrado. Eu precisava viver uma aventura carnal. Ou, ao menos, encostar em alguém que não fosse a senhora da padaria que insiste em me chamar de “coroa bonito” com uma compaixão que me ofende.

Foi assim que parei diante da Up House.

Dizem que o lugar já foi uma casa de família, o que faz sentido, considerando o número de “primas” que devem ter sido concebidas ali. A fachada discreta, quase tímida, disfarça o que se passa lá dentro com a elegância de um político explicando gastos com “assessoria”.

Fui recepcionado por uma mulher que chamarei de Gladys, porque ela tinha cara de Gladys. Um coque firme, um olhar treinado para detectar homens nervosos, e uma prancheta com nomes falsos. Saudou-me com um “boa noite, guerreiro” que me desarmou. Guerreiros não têm boleto atrasado. Mas aceitei o título. Guerreiros também mentem para si mesmos.

— Nome? — perguntou, sem levantar os olhos.

— Fábio — respondi, com a convicção de quem sabe que, em lugares assim, todo mundo é Fábio — pois sempre que me apresento como DANTE entendem DENTE e respondem que o dentista é do outro lado da rua.

Ela assentiu com um “Ok” protocolar e me apontou a porta de entrada. O ambiente tinha iluminação amarelada, trilha sonora que alternava entre funk e suspiros de tédio. Havia um pole dance esquecido num canto — inútil, mas decorativo, como um bidê em apartamento de solteiro.

Foi quando ela apareceu.

Paloma.

Era loira, ou algo que, sob aquela luz, poderia ser loiro, cobre ou um tom raro de caramelo industrializado. O vestido parecia desenhado por um tatuador hiperativo, e o salto alto dela produzia um som que misturava erotismo e ameaça.

— Você que marcou comigo 22h15? — perguntou, já avaliando minha cara como quem examina uma peça no brechó.

— Sou o Dante — respondi, e percebi que isso não significava absolutamente nada para ela.

— Então vamos.

Perplexo pela situação, aceitei o convite inesperado. Ela me levou até o caixa, paguei e subimos por uma escada que rangia como a minha consciência

— Você parece perdido — ela disse.

— Eu sempre pareço perdido — respondi, como quem confessa uma falha de fabricação e me dando conta do que pensaria o verdadeiro cliente das 22h15 quando chegasse.

A menina era direta, prática e com uma eficiência de atendente de Call Center em final de turno. Usava um vestido tão justo que me tirava o ar. E tinha olhos tão determinados quanto os de uma auditora da Receita Federal.

Paloma, com a experiência de quem já havia atendido um pedreiro e um neurologista naquela mesma noite, iniciou o ritual com uma pergunta digna de terapeuta:

— Quer com carinho ou com força? — perguntou, ajeitando o cabelo como se estivesse prestes a apresentar a previsão do tempo em algum telejornal.

Algo intermediário... tipo “sessão da tarde com cenas quentes”.

Ela riu. Acho que riu. Pode ter sido só um espasmo facial.

O primeiro beijo foi técnico. O toque, ensaiado. E tudo tinha uma beleza triste, como dança de casamento quando a banda já está desmontando o teclado. Mas havia ali um tipo de verdade crua, nua e completamente embriagada. Uma tentativa desesperada de dois corpos fazerem sentido num mundo que já não faz mais.

E assim começou o que chamei mentalmente de “Copulação 2: O Retorno”. Não foi exatamente memorável, mas houve momentos de humanidade. Uma mão que tremia. Um elogio fora de hora. Um momento em que nossas cabeças bateram com força por falta de sincronia.

— Acontece sempre? — perguntei, tonto.

— Só quando o cliente é alto.

A coisa toda durou 15 minutos e meio, incluindo dois minutos de preliminares, três de confusão com a camisinha, e o restante foi uma espécie de coreografia que envolvia uma cama com lençol de oncinha e um espelho mal posicionado.

Houve momentos genuínos. Um único gemido. Uma cãibra sincera na minha perna esquerda.

Terminada a epopeia, deitei-me por alguns segundos, como quem sobreviveu a um furacão pequeno, mas barulhento. Paola me ofereceu um pirulito de uva, talvez como símbolo fálico ou apenas porque era o que ela tinha ao alcance da mão.

Saí de lá mais leve. Menos por ter alcançado o clímax e mais por ter me reconectado com algo que eu tinha esquecido: o toque, o calor, a comédia absurda de dois desconhecidos tentando fazer sentido em cima de uma cama.

Na porta do quarto, ao sair, Paloma me deu um beijo na testa — como uma freira sacana.

— Se cuida, Dante.

— Eu não me chamo Dante.

— Hoje sim.


Ganhei as ruas com a dignidade levemente comprometida e os cabelos cheirando a desinfetante floral. A Lapa continuava viva lá fora — bêbados, poetas frustrados, e uma moça discutindo com um motoboy sobre horóscopos. Me senti parte da fauna urbana novamente, um animal em extinção que ainda acredita que sexo pode ser uma metáfora para qualquer coisa, até para um filme com o Robert De Niro.

Na calçada, acendi um cigarro imaginário — gosto da pose — e olhei para o céu da Lapa, escuro como minha conta bancária. Senti que, de algum modo, minha noite havia sido produtiva. Eu havia vivido. Ou, no mínimo, pagado por isso.

E no fundo, não é isso que todos os Ulisses querem? Voltar para casa, mesmo que seja sozinho, com uma história que ninguém vai acreditar?

Ou quase.
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Tenista 26/04/2025 16:54

Blz de historia Fabio k

HC 24/04/2025 22:39

E o Veríssimo do Arena. Mto bom.

Brand 24/04/2025 13:08

Pelo menos sabemos q ainda está funcionando la rs

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Lokki
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23 de Junho de 2024 às 20:31
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Saudações Mortais Lokki aqui mais uma vez trazendo suas experiências com as damas do Rio de Janeiro

Esse cenário aconteceu no sábado dia 22 de junho, lá estava eu na Lapa aproveitando um pagodinho e já que domingo eu teria que trabalhar decidi que iria para o serviço leve, então saquei o celular e pesquisei "termas Lapa" e a UP HOUSE NIGHTCLUB foi a primeira que apareceu como eu já está perto do local me dirigi para lá.

Cheguei lá o movimento tava fraco mas tinha pelo menos mais uns 3 caras lá fora eu então vou até o bar e pesso uma cerveja, me sento e e observo as beldades. Tinha cada cavalona lá uma novinhas mais bem malhadas com um rabo de tirar o fôlego mas uma que veio até mim foi uma Coroa de turbinada chamada Micaela. Ela é bem baixinha mas tinha uma comissão de frente turbinada, não perde em nada pras novinhas, e como ainda não tinha ficado com uma coroa ainda resolvo dar uma chance pra ela, ficamos de Papinho doce uns 15mim depois subimos 30 Minutão de pura intensidade, foi apenas os clássicos ela por cima, eu por cima, de 4, de bruços, PPMM. Foi uma boa foda, desci paguei o tinha que pagar me despedi dela e fui embora.

UM ADENDO: se vc for pagar o programa no cartão seja crédito ou débito até mesmo em Pix tem um acréscimo de 15 a 20$(o que me pegou de surpresa e não gostei nada disso) mas como tinha que cumprir a missão eu paguei mesmo assim. Então se vc for nesse estabelecimento recomendo levar dinheiro na mão, da até pra chorar um desconto se for pagar em dinheiro, no mas era isso mesmo, adeus mortais até aproxima e que O PAI DE TODOS ESTRJAM COM VOCÊS.
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Brand 23/06/2024 21:09

Cobrar acrescimo em pix é muita sacanagem pqp kkk mas duvido que seja a unica casa noturna que faça isso...

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Sempre enxerguei os fóruns sobre sexo pago como algo além de um mero catálogo de vaginas promíscuas. Vejo os fóruns como um registro histórico, como crônica urbana, como uma fotografia em palavras do universo mundano em suas diversas épocas, cenários e personagens. Infelizmente, tudo na Internet é frágil, pode desaparecer da noite para o dia e todo o acervo memorialístico se esvai junto. Por isso, reuni boa parte desse acervo em um livro que batizei como “Os Libertinos”, estará disponível muito em breve.



Meia-noite... já havia saboreado algumas iguarias no tradicional Bar Brasil, um dos meus pousos preferidos na Mem de Sá. Ao sair do local, fiquei estático, sem conseguir decidir a direção que tomaria, foi quando o camarada Mulato Roqueiro cruzou comigo, trocamos alguma palavras e ele seguiu. Permaneci enraizado onde estava, tentando traçar um objetivo. A Lapa fervia, cheirava a luxúria. O clima quente e o cansaço da terceira idade me empurraram para a opção mais cômoda, do outro lado da rua: a boate Up House.



Atravessei a pista, fui caminhando para a boate, no meio do trajeto uma mocinha segura o meu braço e fala comigo num castelhano fluente, creio que desejava me jogar para dentro de uma daquelas casas de samba. Desvencilhei-me e continuei seguindo a minha bússola. Entrei na Up House.

Boate vazia, mas com um time razoável de mulheres. De cara, duas mulatas me atraíram, mas preferi beber mais umas doses de uísque antes da escolha definitiva. Vejo dois companheiros conhecidos, me cumprimentam, trocamos um diálogo e retornamos à individualidade da caça. O uísque já não estava caindo bem, pedi uma garrafa de água. De repente — pois à noite tudo é de repente — alvorece no salão uma mulher colossal, alta, encorpada, seios grandes e firmes expostos por um decote pornográfico, rosto bonito, coxas grossíssimas, lábios carnudos, morena jambo. Uma fartura de mulher. Tão exuberante que intimidava.

Preferi não perder tempo, aproximei-me. Se chama Jane, é paulista, deve retornar à terra da garoa na próxima semana. De perto, sua presença se mostrava mais impressionante. Ela quase encosta o rosto no meu rosto, seus lábios se ofereciam aos meus, minha boca salivava. Faço a entrevista básica, as respostas me satisfazem. Pedi uma alcova. Subimos.



No andar de cima, duas meninas sairam despidas das cabines, seios amostras, bicos rosados iluminando a penumbra como faróis num mar revolto. A tia dos quartos demora para nos atender. O banheiro é coletivo, sem toalha. Dou uma esguichada de água no pau com a duchinha perto do vaso sanitário e vou para a cabine. Jane me esperava nua.

Beijos de língua, corpos roçando-se, saltei sobre aqueles seios suculentos e mamei como um recém-nascido. Jane começou a me chamar de bezerro, o que interferiu negativamente na minha ereção. Desço para a boceta, chupo, ela geme, se contorce, aperta a vulva contra o meu rosto, quase me sufoca. Inverte-se a posição, ela me chupa, chupa com vontade, alisando meu saco, engolindo o meu combalido pênis até a raiz. Resisto.

Jane se posiciona em um 69, ficamos por uns bons minutos nos chupando, cheguei perto do gozo, mas segurei. Pikachu — o breve — estava ereto, firme. A garota fica de quatro e pergunta se quero o seu cuzinho. Sade dizia que o altar é o cu, então quem ajoelha tem que rezar. Aceitei.

Jane se empina como um tobogã erótico, pega no meu membro em uma manobra contorcionista por debaixo do próprio corpo e o introduz no pequeno orifício anal. Senti o pau afundando naquela cavidade aquecida, há tempos eu não comia um cu. Estoquei devagar, fui aumentando a pressão e a velocidade, a cada metida Jane se empinava mais, ficou tão arqueada que tive medo de escorregar de corpo inteiro para dentro do seu ânus. Quase sem fôlego, percebi que a minha erupção iria acontecer. Gozei todas as histórias das Mil e uma Noites.

Não houve muita conversa. Vesti a minha roupa, me despedi, paguei a conta do consumo e retornei às ruas. Olhei o relógio, passava das duas horas da madrugada. Continuei andando a esmo. Do outro lado da rua, o som de pagode animado emergia de um boteco raiz, raridade na Lapa moderna. Invadi o botequim e pedi uma Salinas. O mundo parecia estar resumido à alegria simplória daquele pé-sujo. O pagode não cessava. Eu não queria mais ouvir. Sincronizo os meus aparelhos auditivos com o celular e deixo que as batidas abafem o som externo.

LINKIN PARK Dancinha

Aquela pequena ilha remota do planeta não queria amanhecer, exigia permanecer noite, numa afronta à natureza das coisas. O efeito do álcool fazia tudo brilhar mais intensamente. A melodia nos meus ouvidos embalava a ressurreição do meu corpo. A noite é um abraço morno, um beijo forte. Sim, é à noite que a vida pulsa, é à noite que o libertino vive... Evoé! Reverência

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
Lyon 11/03/2024 23:48

Realmente sair a noite, sem objetivos, apenas deixando o cheiro da boêmia te levar (bebida, cigarro, perfumes, etc), faz com nos ter experiências únicas, boas ou ruins, mas que acrescentam muito em nossa curta estadia no mundo.

membro 11/03/2024 21:28

Cortex, nível mediano com uma ou outra exceção de melhor categoria.

Cortex Cerebral 11/03/2024 13:31

Boa, velho escriba! Como é o nível das meninas da casa?

membro, Brand, Gatitus, Alicia Ferrari, Patati Patata, ViciadoEmPeitudas, Brutus, Senior69, Detonador, Araujo, Barbosa82, Digboy, Yami Mysterio, Lyon, Papai Noel, Geraldinho, Nego Dengo, pgggato45, _riquinho_, Nomade, Josh, Lua Negra curtiram esse relato.
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DOMINIQUE
POSITIVO
120 MINUTOS
VALOR: R$350.00
11 de Janeiro de 2024 às 00:19
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ




“Nós somos os fogos-fátuos desta cova do infinito...”
(Antônio Nobre)



Não escrevo para analfabetos funcionais, componho algo que vai além de um mero relato mecânico narrando um pretenso sexo destituído de erotismo, insiro aqui mais do que uma crônica. No fórum, registro o meu diário mundano. Compreendo que os medíocres queiram limitar o número de linhas como quem limita o nosso relógio da vida. No fim das contas são medíocres, que pela própria natureza arrogante, veneram limitações. Nasci para romper amarras e para provocar a ira da estreita ignorância dos beócios, dos sem talento. Sábios são os que estão abertos ao aprendizado.

Emparelhei as minhas próteses auditivas com o celular e permiti que o som do The Cult se misturasse ao meu sangue, possuísse a minha alma...

THE CULT Dancinha

A noite estava abrasadora. Eu caminhava pela convulsa Avenida Mem de Sá até a Rua do Lavradio. Atravessei multidões embriagadas, mulheres lascivas, mendigos descrentes, travestis ilusionistas e alcancei o bar onde combinei me encontrar com Dominique, uma garota de programa das antigas que conheci no apogeu da 502 e que está fazendo ponto na Up House por curta temporada. Combinamos que ela viria ao meu encontro após o término do turno na casa. Tratos com mulheres da vida são sempre incertos, mas tive fé.

A umidade do meu corpo contaminava a camisa com máculas de suor. Sim, eu suo afeiçoado forista, mesmo sendo uma elegante alma britânica perdida nestes trópicos de manadas obtusas. Pedi meu uísque, um Red Bull e entrei em estado de contemplação enquanto aguardava a minha lebre chegar. Foi quando The Cure estourou as minhas próteses auditivas e tocou meus tímpanos...

THE CURE Dancinha

A música é o Sol das minhas madrugadas.

A cada nova noite demoro mais para atingir o estágio ébrio, aquele ponto em que a mente e os olhos abrem o portal para o desfile da Felicidade, essa mulher vaporosa e fugidia que nos visita somente nos momentos de êxtase espiritual.



O álcool elimina a minha noção de tempo. De repente, vejo uma morena se aproximar encaixada em um vestido de chacrete no auge do sucesso do Cassino do Chacrinha. Não fui o único a notar a súbita presença, acho que todos os homens no perímetro de um quilômetro perceberam a entrada triunfal de Dominique. Ela quis me acompanhar no uísque e no Red Bull, fechamos o valor para um período de duas horas e relaxamos um pouco antes de deixarmos o bar.

— Está de preto neste calor?! — disse Dominique.

Eu estava vestido de preto. Sou um gótico em uma cidade gótica e traiçoeira, as roupas escuras são a minha camuflagem, me tornam invisível, me fazem irmão dos fantasmas do passado que insistem em habitar o presente.

— Usar roupas escuras é o meu vício — respondi.

Paguei a conta e saímos em direção ao Hotel Estadual, na Rua do Rezende, que por algum motivo misterioso é o meu leito favorito na Lapa. No meio do trajeto, Dominique avistou um boteco lotadíssimo e quis tomar a última dose. Aceitou brindar comigo com Salinas. Comecei a me sentir como o Nicolas Cage no filme “Despedida em Las Vegas”.



Dentro do quarto, ligo o ar-condicionado e foi como se finalmente eu respirasse, como se tivessem ligado a bomba de oxigênio. O calor excessivo me faz sentir a atmosfera rarefeita. Fiquei naquele pré-orgasmo respiratório enquanto Dominique tomava um banho. De repente, sua voz me chama para me juntar a ela no chuveiro.

A água escorria sobre as nossas cabeças, as mãos surfavam buscando ondas erógenas, as bocas engoliam lábios e línguas, a saliva se perdia entre os pingos incessantes que caíam. Dominique me abraçava, me apertava contra sua pele, a textura morna da sua pele. Eu agarrava e puxava seus longos cabelos agora molhados, ela fincava as unhas em meu tórax. Meu combalido pênis ereto esbarrava em seu clitóris desprotegido, se rendendo ao prazer. Ao longe, no rádio do motel, ouvimos brotar a voz de Bon Jovi...

BON JOVI Dancinha

A perfeição se constrói sem aviso prévio. Estávamos ali, eu e Dominique, em uma conjunção carnal que nos alienou da realidade, éramos entes ardendo na intenção de nos fundirmos, de sermos um. Corremos para a cama sem nos enxugarmos, a garota me deitou e lambeu cada milímetro da minha carcaça envelhecida.

— Adoro dar banho de gata... — ela provoca.

Será que o pênis encolhe com a idade? O meu está mais para graveto do que pau, talvez por isso Dominique tenha conseguido abocanhá-lo inteiro, sem dificuldades. E me chupou com arte, com dedicação. Ao perceber que o meu membro pulsava mais forte, veio por cima e sentou-se sobre ele. Rebolou devagar, como se quisesse encaixá-lo mais profundamente dentro de sua vagina, esfregava forte em cima da minha virilha, numa fricção que ameaçava gerar faíscas. Começou a gemer alto, gritar, dizer que estava gozando. Gozei junto...

O rádio do motel arrematou o fim do coito...

EARNED IT Dancinha

Dominique adormeceu sobre o meu peito. Paguei o pernoite para que ela pudesse continuar dormindo e nos despedimos com um beijo. Na rua, o céu ameaçava acender-se. Entrei em um táxi e pedi que o motorista me levasse à Praça Xavier de Brito, na bucólica Tijuca.

Pela janela do carro, os cenários passavam mais rápido do que a passagem do tempo. Os pneus avançavam por ruas desertas, se embrenhavam por entre prédios e ruínas da cidade decadente, o asfalto se desenrolava para o infinito. Senti a euforia da minha solidão. A voz de Bono Vox emergiu na cabine. A vida pulsa, o libertino vive. Adormeci e não sonhei...

U2 Girl9


ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
Josh 11/01/2024 11:46

Um mestre dos relatos!

Excelente, Dante. Mais um TD espetacular recheado de detalhes e com aquela narrativa que só você sabe fazer.

Papai Noel 11/01/2024 10:37

Poucas narrativas conseguem fazer com que uma dama de descrição chamativa vire um mero detalhe.
Parabéns por mais um belo texto. 👋🏻👋🏻👋🏻

Morcego Vermelho 11/01/2024 10:12

História deliciosa, texto irretocável.

O desfrutador! 11/01/2024 07:27

Grande Dante em mais uma aventura. Não ligue aos críticos, seus relatos são uma arte. Sempre bom ler suas resenhas grande Dante.

Long Trail 11/01/2024 06:44

Noite alta e céu risonho para o Libertino... 👏👏👏

Madruguinha 11/01/2024 00:51

Um deleite essa leitura.

membro, Arraxxxca, Brand, Madruguinha, Barbosa82, vadeR, Long Trail, Digboy, O desfrutador!, Senior69, Morcego Vermelho, Quaqua, Papai Noel, Josh, Gatitus, Diazepan, Latrell Spencer, Sued, @nJo, Brutus, Nego Dengo, Avast, Rebecca Magrini curtiram esse relato.
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LORENA
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19 de Dezembro de 2023 às 21:34
BEIJO

SIM - NãO GOSTEI

ORAL

SIM - COM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ

"Eu voltei pras coisas que deixei"

TD realizado na última sexta, 15/12.

Uma sexta-feira que se preze deve ser um dia bem agitado, em que ansiedade do ponteiro bater 18h está nos consumindo a cinco dias e propicio a ter ótimas recordações. Pois bem, a minha começou bem desse jeito.

Ponteiro bate 18h e parto para me aventurar em mais uma sexta.

Curtindo a sexta como deve ser e tomado pela agitação do que ela tinha me proporcionado até então, resolvo dar uma passada Up já que estava pelas redondezas e ainda tinha energia para gastar.

Ao entrar na casa fico surpreso por ser apenas 2h e estar bem cheia para os padrões da casa durante esse período. Mas como nem tudo são flores, o nível das meninas estava bem baixo com pouquíssimas se destacando e para piorar a grande maioria estava sentada sem interagir com os rapazes.

Diante disso, fiquei um bom tempo escolhendo ou esperando algumas das meninas interagir. Sem resultado, resolve me aproximar de uma preta que estava próximo a mim e que nossos olhares haviam se cruzado algumas vezes.

Pergunto o seu nome e ela diz se chamar Lorena. Lorena é uma preta magra, peitos pequenos (aqueles que cabem na palma da mão Piscada), cabelo curto até o ombro e encaracolado e uma raba tatuada bem gostosa. Conversa trivial rola e ela me diz ser recém chegada no Rio e na casa e possuir apenas 19 aninhos Evil

No questionário padrão ela diz fazer tudo exceto anal e oral sem camisinha, o que me desanimou um pouco mas resolvi subir com elas por ser uma novinha de 19 anos.

Chegamos no quarto e ela entra no modus operandi já pedindo para você deitar enquanto me beija timidamente. Sem perder tempo inverto a posição e começo a chupar a sua ppk e gasto alguns minutos ali. Com o tempo ela começa a ficar molhada e volto para um breve beijo onde houve um pouco mais de entrega, mas nada de grandioso. (Se espera uma retribuição maior dela, pode esquecer.)

Após me dedicar a chupar a sua buceta que é muito deliciosa por sinal, ela começa com o oral em mim. O oral no geral é mediano, apesar de conseguir entregar um bom oral pra quem só faz com capa. Com o boneco já encapado, comecei e terminei pegando ela de 4.

E aqui deixo um breve sinal de alerta aos cãofrades.

Esta ação desta vez não foi cronometrada por mim, mas vamos lá ao que se sucedeu.

Logo após a ação, ela saiu para pegar um lenço para eu me limpar e ao retornar disse que o tempo havia acabado, porém como fiz as coisas um pouco mais rápido do habitual estranhei o tempo ter estourado.

Para quem se interessar pela garota vale a pena ficar atento a essa questão e saber se de fato houve tempo roubado ou apenas que a diversão foi boa e o tempo de fato acabou.

Como eu só queria descarregar a minha agitação, tanto faz se dessa vez fui passado para trás ou não.
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Digboy 21/12/2023 19:49

Malandrinha ela heim

Barbosa82 19/12/2023 23:18

Se fosse eu com essa menina esse relato seria neutro. Fazer oral com capa é dose! E ainda tem essa questão do tempo, será q ela realmente encerra o atendimento sem o tempo ter se esgotado? Eu não me arriscaria. Mas parabéns pelo enrosco!

Eddie Adams, blueboy, Barbosa82, Ikki RJ, Oscar, The Shy, Diazepan, Avast, Thor de Copacabana curtiram esse relato.
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THAYS
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26 de Novembro de 2023 às 00:23
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

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ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ

O local:

Primeiro um reparo: a UP House, na Mem de Sá, não deveria estar na área TERMAS e sim na área TRASH. Afinal, a UP House possui caracteristicas bem típicas do mundo trash: várias camadas de mijo no chão do banheiro, sofás com buracos profundos, bar chechelento, garotas, tadinhas, tristes e emburradas (mas qualquer um ficaria se trabalhasse ali). Não há um DJ e a música parece vir de uma fita cassete de 30 minutos repetida várias vezes com o pior do funk.

Desolação.

Por outro lado, vejo dois motivos que levariam a UP House a não ser considerada TRASH aqui no fórum: o preço bem elevado para as sessões de terapia. É preço de uma boate de verdade ! As moças são fraquinhas, o ambiente sujinho, mas o preço não é nada TRASH.

Outro motivo é a localização: no meio da Lapa, cercada por bares e camelôs de bebidas, é provável que você esteja bêbado ao entrar na UP. E aí as meninas ficam lindas e o lugar charmoso. É o milagre do álcool.

A ação:

Entre 15 a 20 meninas na Casa, apenas 2 mereciam atenção: uma negra alta, com uma bunda espetacular, escultural, aliás literalmente escultural, ela ficava parada sem se mexer, olhar perdido. Achei esquisito e deixei para lá. A outra era uma coroa, mas bem enxuta, em um micro biquini prateado, que atendia pelo nome de Thays.

Combinei sair da casa com a Thays e fomos para um hotel próximo, para não ter que enfrentar o cubículo desconfortável e caríssimo da UP.

Em resumo: boquete médio, mas sem camisinha.Otimo anal. Meio inibida, disse que só raramente fazia programas. OK, acredito.
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PéSSIMA PéSSIMO
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LAURA
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31 de Agosto de 2023 às 11:24
BEIJO

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DISSE QUE FAZ

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ

Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

—Cântico Negro, de José Régio—



Atravessando mais de duas décadas de fórum, conhecendo incontáveis perfis de foristas, assistindo a diferentes comportamentos e reações, duelando com administradores cheios de si, interagindo com garotas de programa de diversas gerações, testemunhando glórias e tragédias, participando de eventos apoteóticos, enamorando-me com meia dúzia de putas, vendo foristas chegarem e partirem, tudo isso me convenceu a ignorar às insignificâncias. Não, não vou por aí.

Deixo que os amadores raivosos urrem contra mim munidos do sorriso amarelo da dissimulada elegância e não aceno de volta. Prefiro olhar para a doçura confeitada de alguns posts e imaginar que aquele sujeito a caminho da diabetes não goza mais porra, ejacula chantilly.

Escolho o abraço ao rechaço. Deixo o rancor da existência para os cabaços que não conseguem romper as fronteiras pré-fabricadas da própria mediocridade. Prefiro a polidez eivada de tolerância e camaradagem, é como construo o refinamento do meu bom humor britânico exilado nestes trópicos de manadas obtusas.

...................................................................................

Nem sempre fui um insone, adquiri a insônia com o passar dos anos, principalmente no período da migração da juventude para a maturidade. No fim, a minha insônia se tornou incurável e aprendi a dormir pouco. Talvez, isso me encurte a vida e por isso me exponho a vivê-la em todas as suas esquinas, becos e penumbras, pois nenhuma verdade gosta da luz do Sol.

Os ponteiros do relógio acusavam mais de uma hora da madrugada quando recebi a mensagem de uma ruiva maravilhosa que conheci pelo Tinder e que passou o último fim de semana no meu chalé Tijucano (tudo documentado e enviado ao nosso “Presidente Brand”, para evitar questionamentos maldosos do descrente Florista de Sapatilha). Aline, a ruiva, estava em um bar da Lapa e perguntou se eu não queria esquentar a garganta com ela. Vesti minha camuflagem noturna e fui.



A brisa gélida cortava corpos e congelava pensamentos quando desembarquei do táxi sob os arcos da Avenida Mem de Sá. A Lapa parecia menos agitada do que de costume, talvez pelo frio do meio da semana. Caminhei até o bar em que a ruiva me disse que estaria e encontrei um ambiente com poucos ébrios presentes. Aline me esperava linda, encaixada em um vestido curtíssimo que exibia suas coxas torneadas, um decote vaporoso e um casaquinho curto sobre os ombros. Pedi meu uísque e ela continuou com o gim.

Conversamos, namoramos, rimos, mas ela precisava ir embora, pois teria que acordar cedo para o trabalho. A jovem Aline mora próximo à Lapa com uma amiga, é uma advogada batalhando por espaço profissional. Aceitei a despedida e a promessa de um novo encontro. Ela se foi, eu fiquei.

Acredite, forista sem fé. “Prefiro escorregar nos becos lamacentos, redemoinhar aos ventos, como farrapos, arrastar os pés sangrentos” e tomar uma cachaça com catuaba a me intoxicar com overdoses vespertinas de café com bolo, esse troço deve causar diarreia crônica.

Pensei em partir para a Vila Mimosa, mas imaginei que a Rua Sotero Reis deveria estar mais triste que velório no Caju. Desisti da ideia. O que me restava? A Up House. Ao entrar na boate, me surpreendi com a quantidade de meninas e clientes, a casa estava cheia. Peguei meu Black Label no bar e fiquei na contemplação.

Agronopólos, o implacável Deus libertino, que me fez gastar os tubos nas últimas semanas, agora colocaria diante dos meus olhos uma loira com ginga de universitária que surgiu na pista da Up coberta por um biquíni que, por pouco, só seria visível pelas lentes de um microscópio eletrônico. Cabelos compridos escorrendo pelas costas, olhos de um mel claríssimo, a tez bronzeada por um Sol que somente as musas encontram no inverno, lábios carnudos e bem desenhados, um sorriso avassalador, uma mulher que respingava sensualidade.

Nem fiz a entrevista, pedi uma alcova e dei sorte.

No quarto, não me negou beijos endoscópicos, tirou os paninhos que a cobriam e revelou seios siliconados com perfeição e que ostentavam biquinhos cor de rosa, a barriga modelada em academia exibia gominhos de músculos, as pernas cobertas por uma penugem loira me lembravam a estrutura de uma bailarina. Apresentou-se como Laura. Linda Laura, Laura linda.

Senti uma zonzeira repentina, efeito do álcool. Deitei-me e Laura veio por cima, uma tempestade de beijos na boca, de línguas enroscadas, de lábios conectados. Esfregava-se em mim gerando uma fricção que causava ondas de choque. Temendo que a embriaguez me prejudicasse, percebi que tinha que agir rápido.

— Podemos meter assim, por cima? — perguntei.

Laura nem respondeu, preparou o meu velho Pikachu e botou para dentro da vagina. Estou um idoso preguiçoso, gostando da posição amazona. A menina só quicou, quicou muito, quicou forte com aquelas pernas musculosas e a bunda dura. Durante as quicadas, a garota gritava palavrões terríveis. Gozei.

Quando Laura saiu de cima de mim, a minha virilha estava dolorida de tanta porrada que levou daquela bunda. Tempo encerrado, pois na vida mundana todos os desejos são cronometrados. Cumprimos a despedida e saí.

Não sei que horas eram, acredito que o meu DNA gaúcho impede que eu sinta frio à toa, mas estava muito frio quando retornei à vetusta Avenida Mem de Sá. Comprei um chiclete, emparelhei o meu aparelho auditivo com o celular, caminhei no ritmo das batidas que desaguavam nos ouvidos e me misturei às sombras... Girl9

BIG IN JAPAN
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Lemos 02/09/2023 16:06

A boa e velha fast foda com uma gostosa qualquer! Check!

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LíDIA
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13 de Agosto de 2023 às 21:51
BEIJO

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ORAL

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SIM

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REPETECO

TALVEZ

— 1 —

Sábado. Muitas vezes aprecio sair sozinho pelas noites dos fins de semana, sentar-me num bar qualquer e tomar meu uísque, livre para pensar e transitar por onde eu quiser. Perdi um dos meus pontos favoritos para essa prática, o finado Bar das Quengas, que fechou as portas recentemente.

Quem me acompanha, sabe que sou um insone crônico. Li que pessoas com insônia, como a que me afeta, morrem mais cedo, mais um motivo para que eu aproveite as horas noturnas que me servem como palco. Escolhi parar em um bar na esquina da Rua da Relação com a Henrique Valadares, na parte remota da Lapa, mais para os lados da Cruz Vermelha. Fui com a esperança de encontrar o Baiano, uma espécie de garçom cafetão, mas ele não trabalha mais no local e o perdi de vista.

Fiquei por ali mesmo, não contei as doses de Black Label que ingeri. Meu fígado deve ter desenvolvido algum revestimento em aço, pois não sinto mais ressaca após beber muito e custo a sentir os efeitos relaxantes do álcool durante o processo.

O meu whatsapp é rigorosamente restrito na quantidade de contatos salvos e mesmo os salvos, quando se passam meses sem conversa, costumo excluir. O celular apitou me avisando sobre uma mensagem. Olhei para a tela, um número desconhecido me enviou um link com a legenda “nossa primeira música”. Cliquei em cima e fui tomado pela emoção.

I WANNA GO

Não precisava do número salvo, eu sabia quem me enviava a mensagem, era a GISELE. Uma das mulheres mais belas e sensuais que conheci nos últimos tempos, musa de altíssimo quilate, que infelizmente possui espírito cigano e não para no Rio. Não sei se foi pelo efeito do álcool, pela solidão do momento, mas a emoção fez meus olhos marejarem.

Gisele está em São Paulo, terra da garoa e do dinheiro, cidade onde ela diz encontrar mais espaço para as suas performances eróticas e para a valorização da sua beleza. Ela ainda se lembrava da música que nos embalou em nossa primeira noite juntos, a minha emoção foi inevitável. O Palácio de Cristal está em obras, só metade da boate funciona atualmente, os shows foram suspensos e a noite do Rio se resume a Lapa e as outras opções precárias não oferecem oportunidades dignas de uma loira com a dimensão de Gisele.

Trocamos algumas palavras, ela me antecipou que talvez venha ao Rio em setembro, perguntou se eu me incomodaria de hospedá-la por uns dias em meu chalé tijucano, o que não sei é se sobreviveria à Gisele se a hospedasse. Sou um homem de afetos e fiquei realmente comovido por ela ter se lembrado de mim. Quantas mulheres deste nosso universo mundano são dotadas de memória? Conto nos dedos de uma das mãos.

— 2 —

Tenho certeza de que me embriaguei, talvez pela surpresa de Gisele, talvez pelo excesso. Quando emergi dos meus mais profundos pensamentos, estava perambulando por um trecho da desolada Rua do Senado, um ponto onde a noite parecia mais densa. Custei a encontrar o caminho de volta para o frenesi da Avenida Mem de Sá, me perdi no meu próprio labirinto. O silêncio imperava e eu podia escutar as batidas das minhas botas contra as calçadas de concreto. Há ocasiões em que me sinto um fantasma, nesta noite me senti assim.

Comigo, o antídoto para a alma entorpecida sempre é a música. Emparelhei o aparelho auditivo com o celular e deixei que o som iluminasse toda aquela escuridão que me cercava...

SHOW ME LOVE

Não sei quantos como eu existem, mas padeço da nítida sensação de somente existir no meio das sombras, no meio da noite, imbuído da noite. As luzes de neon da Mem de Sá ofuscaram meus olhos, que emergiam dos longos passos dentro da penumbra. Para um libertino, a vida não é um sentido, viver é um propósito, é uma fome, é uma sede.

É inacreditável que eu não tenha sido muitas vezes assaltado pelos becos pelos quais me embrenho. Sou um homem que gosta de se vestir bem, tenho um bom porte, uma alma britânica que foi condenada aos trópicos, um Highlander que ainda não teve a cabeça decepada. Estranho que os ladrões me ignorem, talvez eu seja mesmo um fantasma.

— 3 —

Incapaz de buscar melhores opções, entrei na Up House. Um sujeito de dois metros de altura me examina com um detector de metais e me libera. Não me lembro que horário o relógio marcava, mas sei que era bem tarde, a pista da boate estava cheia, o funk estourando os tímpanos não deixava dúvidas do fervo em que eu estava...

FLAUTA DO BERIMBAU FAZ ATÉ CEGO ENXERGAR

Um bordel com funk é como se fosse um ritual intimidador de alguma tribo de canibais. Após tantas doses de uísque, eu sentia dificuldade para fixar os olhos. Fiquei encolhido em um canto e pedi uma água mineral para tentar rebater o pileque, foi quando eu vi uma morena muito bronzeada, com cabelos de cachos longos escorrendo até as costas e emoldurada por um biquíni amarelo cavadíssimo. Em um primeiro olhar, lembrou-me muito uma das divas da minha juventude, a Magda Cotrofe.



Fiquei secando a mulher, sabia que ela não iria durar muito tempo no salão. Finalmente, depois de uns dez minutos, nossos olhares se cruzaram. E que olhar que a morena tem. Encarei firme, ela sorriu e se aproximou.

— Está sozinho, amor? — ela me pergunta.

— Sempre sozinho — respondo.

— Posso te fazer companhia?

— Deve.

Ela me pediu uma vodka, que paguei sem hesitação. Mandei a primeira pergunta da minha entrevista básica e essencial antes do abate.

— Você beija? — inquiri.

Acredite, forista sem fé. A mulher não quis responder com palavras e enfiou a língua na minha boca com voracidade só comparada com um exame de endoscopia. Fiquei sem ar. Que beijo, que beijo... Lamento por quem não não experimentou. A atitude desprendida da menina e o beijo endoscópico foram suficientes para me convencer. Alcova.

— Qual seu nome? — Pergunto.

— Lídia. E o seu?

— Dante, me chamo Dante.

Subimos. O quarto é o padrão da Up House, ou seja, uma porcaria. A mulher, porém, fugia aos padrões médios, uma top rara de se ver hoje em dia. Lídia veio para cima com vontade de nocaute no primeiro round, me beijou muito, roçou-se perigosamente em mim, pegava no meu combalido pênis, iniciava a punheta, jogou-me na cama e me engoliu.

Quando meu corpo despencou no colchão, tive receio de nunca mais conseguir levantar dali. A gravidade parecia ter duplicado a pressão atmosférica, não conseguia me mexer, mas meu pau dava sinais de movimento dentro da boca de Lídia. Não sei que técnica ela usou, mas me veio o pressentimento da erupção, senti a seiva subindo e gozei três engradados de leite na boca da menina. Foi muito rápido diante do preço que eu pagaria no caixa ao sair.

— Já?! — diz Lídia.

— Pois é. Muito tempo sem transar dá nisso — respondi com a primeira cascata que me surgiu.

Quando saí da boate, reparei que o céu clareava. Detesto voltar para casa com o sol na cara. Sinalizei para um táxi.

— Pra onde, Dotô?

— Bucólica Tijuca.

O motorista acelerou, cochilei derrotado pelo cansaço e é possível que Gisele tenha me confortado nos sonhos. Girl9
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membro 02/09/2023 16:53

Lemos, não seja assim. Tenha fé. Melhor seria me enviar uma MP e eu tentaria orientá-lo com outras coordenadas para que vc pudesse encontrar. Desse jeito fica parecendo que nem procurou. Mas ja aviso que o Palácio tem um clima LGTBA e Gisele não retornou ao Rio ainda.

Lemos 02/09/2023 16:25

Esse Palácio de Cristal realmente deve ser um estabelecimento de fantasmas, porque eu nunca encontro. Ou deve ser algo alá Harry Potter.

Papai Noel 14/08/2023 01:14

Que ironia, a casa caiu pra você na Up House. 😂

MisterBlack17 13/08/2023 22:59

A Up as vezes guarda umas surpresas. Fiquei sabendo que eles tem uma "filial" na rua da Lapa a qual pretendo ir

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A fama não é uma planta que cresça em solo mortal.

—John Milton



A noite é um destino, você pode escolher vivê-la ou submergir nos sonhos imateriais e inúteis que o sono proporciona. Sempre escolhi vivê-la, talvez por sofrer de uma insônia incurável desde muito jovem. Sábado, no entanto, recebi o telefonema de um amigo recém-divorciado, estava na fossa, me convocou para encontrá-lo no Jardim Botânico às três horas da tarde. Compadecido pelo seu estado emocional, fui.

O ponto de encontro foi na parte alta do Jardim Botânico, próximo ao Horto. A tarde ensolarada mostrava-me que a claridade do dia, ao contrário da penumbra noturna, é somente o prefácio irrelevante da existência. Escolhemos duas cadeiras em um pé-sujo, molhamos o bico com uísque de frente para árvores centenárias e não paramos mais. Meu amigo, com o coração desidratado pelo fim do casamento, encheu a cara. Por solidariedade, me vi na obrigação de acompanhá-lo. A noite seria a nossa ventura.

Conversas, desabafos, confissões, anoiteceu sem percebermos. Meu camarada queria continuar a inebriante jornada de purificação da falência matrimonial, pediu-me que o levasse para um bordel, sugeri que antes fôssemos para a Lapa. Ébrios e trôpegos, entramos num táxi e partimos em direção aos arcos icônicos do cenário carioca.

Acredite, forista sem fé, realmente tropeçávamos nas próprias pernas. Decidimos parar no antiquíssimo restaurante Capela para hidratar mais um pouco.



— Garçom, desce o Black Label — eu já estava me sentindo como um dos personagens do filme “Se beber, não case”.

Em certo momento, aqueles ladrilhos cor bege do restaurante assemelharam-se a um mosaico em movimento. Pedi ao meu parceiro para darmos um rolé, respirar um pouco, antes que entrássemos em coma alcoólico. Pagamos a conta e ganhamos a Avenida Mem de Sá. Multidões sentadas em beiras de bares, multidões se movimentando em bloco, solitários a procura de si mesmos, mulheres buscando incautos, enquanto eu e o meu amigo tentávamos apenas não despencar da própria altura por incentivo da embriaguez. O cheiro de luxúria misturado ao caos formava a imagem do Diabo nos dando boas-vindas.

Empurrados pela turba, continuamos seguindo o fluxo, mas Carlota (o apelido do meu amigo) escutou um som transbordando de uma boate e começou a gritar em frenesi.

— Dante, ouve, ouve. Caralho, Dante! É a Tiazinha.

UH! TIAZINHA...

Sou surdo, só ouvi chiados, mas o que Carlota escutou foi um som quase de museu, era o Vinny cantando “Tiazinha”. Meu amigo me puxou pelo braço, quase arrombou a porta da boate e entramos. Histérico, foi para o meio da pista, cantou, pulou e caiu. Sim, afeiçoado forista, ele caiu. Dois jovens o ergueram em socorro enquanto ele xingava a força da gravidade de filha da puta.

...................................

— Dante, preciso comer gente. Como é que você diz? Preciso do aconchego úmido e morno de uma vagina.

— Carlota, não temos condições físicas nem de equilíbrio para nos deslocarmos. Vamos entrar num puteiro ali na frente, eu conheço.

— Tem buceta lá? Se não tiver buceta, cu serve. Estou com nostalgia da imoralidade.

A Lapa atualmente é um bordel a céu aberto, mas não mapeei com segurança todos os pontos onde a promiscuidade aceita pagamento em dinheiro. Minha cabeça girava como se estivesse em oposição à rotação do planeta, mas fiquei firme. Não me embriago fácil, mas nesse dia foi overdose. Carlota caminhava hesitante, como se buscasse apoio imaginário na invisibilidade do ar. Finalmente, entramos na pista da Up House.

Não me perguntem que horas eram, o relógio se transformou em um enigma intraduzível preso ao meu pulso. A boate cheia, funk nas alturas, mulheres rebolando, uns gringos perdidos... Carlota alvoroçou-se.

— Porra, Dante. Bocetas! Bocetas! Dúzias de bocetas! Agora, sim!

Não consegui mais beber, a tendência era que eu expelisse a próxima dose, mas Carlota foi ao bar e pegou outra dose de Black. Nossos corpos sacudiam, não pela música, mas pelos efeitos deletérios do álcool, uma introdução ao delirium tremens. Parados, para evitar qualquer ameaça de tombo, nos ambientamos, reconhecemos o território e em menos de vinte minutos Carlota elegeu sua presa. Na verdade, ele escolheu duas e subiu com as duas.

— Vai na fé, Carlota.

— Ter fé no meu pau hoje em dia é complicado. Ele me fez um herege.

Não prometi esperá-lo, ele não fez questão que eu o esperasse e nos despedimos.

...................................

Sinto uma pancadinha nas costas, giro o pescoço e me deparo com Keila, a mulata maravilhosa com quem saí duas vezes (incluindo um pernoite na minha casa).

— Opa, menina. Você sumiu?

— Tava dando um tempo, resolvendo minha vida.

Engatamos conversa, ela estava de saída, cumpriu seu turno. Aproveitei para propor outro pernoite, já que ela estava indo embora.

— Vai pagar quanto, amor? — direta, mas afetuosa

Combinei o valor de três programas da casa, Keila vale a despesa. Ela topou. Subiu para se vestir, saímos. No céu, as estrelas ecoavam o brilho de um passado há milhões de anos luz de distância; ao encarar os minúsculos astros, o que eu via era o vazio pálido do esquecido. Diante daqueles pontos brilhantes, acervos de mundos e momentos extintos, eu e Keila éramos sombras. Sinalizei para um táxi, entramos em um motel e ejaculei espermas que, como a luz viajante das estrelas, não se materializariam para a vida. Adormeci quando o dia raiava, pois existo em dias sem prefácio, aguardando o noturno epílogo que jamais prevê como será o fim. Dancinha
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pgggato45 14/07/2023 06:36

Dante! Carlota da vivo? Duas no estado dele, haja saúde.

Don Santão 14/07/2023 00:39

Relato irado mestre!! 👏👏

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ISABELLA
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Olá, meus Cãofrades!

Deixando aqui meu primeiro relato dessa casa que eu ja conhecia antes de participar do forúm.

Já faz um tempo da ultima vez que eu estive lá e após o relato do mestre Dante, resolvi ver como andava a casa.

A ocorrencia foi ontem, 24/06, e ao chegar na casa ela estava bem vazia para um sabado às 1:00h em comparação as outras vezes que frequntei. Seria um reflexo do aumento dos preços e ser fim de mês? Vai la saber. Vamos ao que interessa de fato.

Isabella chegou em mim e rolou todo aquela papo padrão de como vai a vida e blablabla. Isabella é uma morena com cabelos cacheados ate altura do ombro e com 3 mechas de dreads/tranças, seu corpo é bem destribuido no geral. Antes de tomar a decisão fiz um breve check no material ali mesmo no sala pra saber se valeria a pena.

Decisão tomada, subimos para o quarto e começamos a diversão. Ela chega toda perfumada do jeito que eu gosto e começa com um beijao daqueles, apos algumas enroscadas e chupadas na ppk deliciosa dela, Isabella começa a soltar gemidos altos que mais pareciam uma atuação de filme porno (atuação ou prazer real? Nunca saberemos).

Continuo a chupar por um tepo aquela buceta maravilhosa até que chega o momento da retribuição com um boquete daqueles. Bem dedicado e babado. Enquanto ela chupava eu metia os dedos na sua buceta e ela se contorcendo de prazer.

Preliminares feitas, partimos pra meteção com ela de quatro e termianos com ela por cima sentando com muita, muita vontade. Certamente se não tivesse de capa seriam duas safonadas e o forró teria acada nesse dia de São João.
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BOA BOA
Don Santão 25/06/2023 14:55

Boa !! Vlw pelo ralato!

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MÔNICA
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04 de Junho de 2023 às 21:46
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DA SÉRIE: ANIVERSÁRIO DO DANTE


Por que escolhi retornar aos bordeis e escrever preferencialmente sobre eles? Porque me sinto mais livre para descrever a verdade, não preciso me comportar como um forista chapa-branca, que teme represálias virulentas ao escrever uma opinião pessoal, nem me sinto obrigado a bajular aquelas que gostam do fórum, mas não dos foristas.

A garota de bordel, geralmente, não possui o menor vínculo de interesse pelo fórum, na maioria das vezes nem sabe o que é. Acho ótimo. É mais arriscado para o cliente no sentido de que ela não simula um bom atendimento, nos atende de forma espontânea, seja para o bom ou para o sexo ruim. Para mim, não tem problema, prefiro a verdade à dissimulação. Por fim, como libertino, nasci e me criei nos bordeis cariocas, quando volto às origens retomo a minha natureza ancestral, recarrego as energias. O foco exclusivo em uma só modalidade de acompanhante empobrece o forista como produtor de conteúdo, ele se repete, com poucas variações, a cada novo relato que escreve.

.................................

A noite avançava, mas o restaurante Nova Capela só fecha as portas às duas da madruga. Entrei e pedi uma janta, encher a barriga talvez não fosse algo recomendável para quem ainda pretendia realizar a conjunção carnal. Filé à campanha bem servido, um banquete, me fartei. Algumas doses de uísque, conta paga e fui à luta.

Como se não bastasse a gravidade, o meu peso por si só me fazia pisar forte sobre as calçadas irregulares da Avenida Mem de Sá povoada por multidões comemorando o tal “sextou”. Luzes, neon, burburinhos, camelôs, caos. Essa é a Lapa noturna. Eu atravessava a turba solitário, em busca da adrenalina que me aliena das angústias que compõem a realidade. O libertino é o último aventureiro urbano que ainda não foi extinto.

Estômago abarrotado, não encontrei disposição para caminhar muito, avistei a boate Up House e entrei. Deparei-me com uma quantidade surpreendente de mulheres bonitas, algumas atraentes além do lugar comum. Infelizmente, também me lembrei que o programa sofreu um acentuado reajuste, agora custa 300 pilas por uma hora de esfrega. Atualmente, se a carteira é magra, o sujeito não transa nem na Vila Mimosa.

Pedi uma dose de Black Label e me sentei para exercitar a arte da contemplação. Mulheres seminuas, bundas, seios, coxas... O homem se comporta no puteiro como se estivesse em um açougue, planejando o próximo churrasco. Bebo ocasionalmente, mas quando bebo, bebo bem. A questão é que custo muito a relaxar, a ficar alegrinho e descobri que o uísque é o único destilado que ainda me proporciona a boa onda.

Sinto a mão leve alisar a minha nuca, olho para trás e me deparo com uma mulher montanhosa, dessas que você imagina que precisará comprar material de alpinismo para consumar o sexo. Colossal. Alta e emoldurada com curvas de causar vertigem ao desavisado. Mônica o seu nome, um nome que raramente ouço em puteiros. Conversamos, bebemos uísque juntos, menina sem afobação, passou com louvor pela minha entrevista básica. Alcova.

Admito que me doeu pagar 300 pilas por uma bimbada, mas como a verba do aniversário é destinada a suprir esses caprichos, abstraí.

Quando Mônica se despiu dos parcos panos que a cobriam, realmente senti falta do material de alpinismo. É uma mulher de geografia vasta, que exige mapa e bússola para ser explorada. Eu tentei. Começamos esfregando nossos corpos freneticamente, Mônica não demonstrou frescura, não protegia a boceta de qualquer esbarrão, se entregou sem medo, querendo oferecer prazer. Assim, nos pegamos de todas as maneiras, passamos uns vinte minutos em um 69 alucinante. Infelizmente, ao soar o fim do round, não gozei. Seria a maldição do Viagra?

Tudo bem, o que importa é que foi um amasso que constará nos anais da promiscuidade. Saí satisfeito. Quitei o consumo e ganhei novamente o frenesi das ruas do Rio antigo. Não, não acabou. A noite continua... Girl9
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MARISE
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11 de Maio de 2023 às 00:08
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NãO




Caos. A Lapa estava um caos, só consegui estacionar o Sucatão no trecho mais remoto da Avenida Gomes Freire. Para me aquecer, não gosto de ficar na parte de maior burburinho, os arredores dos Arcos, prefiro caminhar e buscar os botecos próximo à Rua Ubaldino do Amaral.

Somos uma ampulheta, aos poucos vou me percebendo uma das vítimas do etarismo. Já não me sinto confortável dentro de ambientes juvenis, me constrange. Chegará o dia em que me sentirei mal dentro de uma boate de swing, sendo observado por olhos reprovadores como se fosse um vovô pervertido. A areia escorre alvejando nossos cabelos, murchando nossa face e deformando o nosso corpo. Para piorar, há os que nem se tornam mais sábios com a idade, emburrecem.

Dos botecos de raiz que ainda restam, o Beco da Noite exibe um cartaz com os dizeres “Passo o Ponto”; o Bar das Quengas, que não se encaixava no título Boteco raiz, está permanentemente fechado; restaram-me alguns bares da Rua da Relação e o Araujolandia, na esquina da Ubaldino do Amaral com Rua do Rezende, foi onde fiz meu pouso.



A vida de um libertino é feita de estranhas surpresas. De repente, emerge das caixas de som uma música que eu não conhecia, a voz era do João Nogueira e a letra capturou imediatamente a minha atenção.



JOÃO NOGUEIRA

Enfeitei a mesa com um copinho de Salinas, uma garrafa de água mineral e uma porção generosa de fritas. Fiquei como eu gosto, contemplando e filosofando, portanto, nunca me ofendo se me chamam de filósofo de botequim, é no pé-sujo que nascem as maiores correntes filosóficas. Certa vez me questionaram se eu não me entedio de andar sozinho pelas noites mundanas, confesso que já aconteceu, mas é raríssimo. Amigos para a boa boemia são tão raros como os amores perfeitos, termina sendo mais produtivo para o notívago fazer voos solos. Estranhamente, sou uma boa companhia para mim mesmo.

Do Rio Grande do Sul, fui jogado criança na bucólica Tijuca, um bairro que era cercado de cinema por todos os lados. O cinema não foi um simples lazer, o cinema foi um amigo que cultivei por muitos e muitos anos, as salas de projeção foram o meu templo, a estufa onde me desenvolvi, de onde desabrochei. Ter atravessado a existência pelos cinemas da Tijuca moldou o meu olhar, influenciou a minha escrita, me formou como pessoa. Viver na Tijuca era existir muito mais no abstrato do que no concreto. Cresci na interseção entre a fantasia e a realidade. Sou mais personagem do que indivíduo.

De forma indecorosa, todo esse meu magnífico fluxo de pensamento foi interrompido, cortado por uma bunda rebolativa que magnetizou o meu olhar e os olhares alheios de metade da rua. A bunda parecia ter vida própria, se aprendesse a falar dominaria o mundo, parecia flutuar, sem pertencer a um corpo, sem pertencer a ninguém, até que se notasse a extensão de cabelos dourados a emoldurando a partir do cóccix de uma mulher alta e indiferente à plateia que a acompanhava com os globos oculares esbugalhados.

Desesperado, pedi a conta. Eu queria segui-la, eu necessitava saber qual seria o seu paradeiro final. Aquela bunda me fez salivar, certamente me causaria um grande desgosto e arrependimento se eu não a conhecesse mais de perto. Assim que me levanto, outro hit nostálgico transborda pelas caixas de som do botequim...

B-52

Fiquei sem saber se corria atrás daquelas nádegas indefectíveis ou se dançava para comemorar o meu estado ébrio. A aventura continua... Dancinha




Meu aparelho auditivo, sempre aleatório, engata com o celular e os acordes de Eletric Light Orchestra assumem o controle do meu ouvido...

ELETRIC LIGHT ORCHESTRA

Iniciei a perseguição, fui atrás daquele rebolado, daquelas nádegas que subiam e desciam em um compasso que se assemelhavam a dois pistons de um motor erótico. Foquei naquela bunda milagrosa como se não houvesse amanhã. O estranho é que eu não conseguia enquadrar o conjunto, meus olhos ignoravam a mulher e se fixavam somente na bunda. Que bunda...

A garota caminhava rápido e eu ia arfando atrás, quase sem fôlego, mais movido pelo desejo do que pelas pernas. Entra aqui, sai ali, para, compra um cigarro num boteco, prossegue determinada, cai na Mem de Sá e finalmente entra na UP House. Não gostei muito da estação final, mas fazer o quê? Putas e libertinos se atraem como mercúrio, já dizia o sábio Caetano, o idoso mais idoso dos bordeis carioca.

Entrei na boate logo após a bunda. A UP está sempre morna antes da alta madrugada e é desse jeito que estava quando cheguei. Percebi que precisaria esperar a menina se montar antes de voltar para a pista. Pedi uma Corona, sentei-me em um canto e contemplei o salão.

A cidade mergulhava aos poucos nos perigosos enigmas da madrugada, o mundo adormecia e acordava derramado em sua amplidão esférica, o planeta continuava a girar em torno de um tempo infinito, mas jurado de morte. E eu ali, no meio dessa intriga do cosmos, esperando uma puta aparecer.

Ela surgiu e saltei como uma rã querendo engolir a borboleta, fui abordá-la. Marise o seu nome, loira de longos cabelos cacheados, olhos de tons esverdeados, boca carnuda, mas tudo isso ficava em segundo plano diante do seu rabo de descomunal perfeição emoldurado por um microscópico biquini. Fiz a entrevista básica para descobrir no quarto que as respostas não foram sinceras.

Pedi uma alcova. Considero os quartos da UP ruins para o preço que cobram, mas é o que tinha. Não me estendo em experiências negativas. Quando entramos no aposento, pedi que a menina se despisse completamente, me acomodei na cama, sinalizei para que ela ficasse de quatro para os meus olhos e confirmei que aquela bunda era um milagre materializado no corpo feminino. Infelizmente, a qualidade das nádegas não acompanha o desempenho, a moça beija com meia boca, não deixa botar dedo em lugar algum, tem paranoia do pau encostar na sua vagina sem estar plastificado. Ou seja, um péssimo encontro. Saí decepcionado antes de terminar o programa, mas ficou a visão da bunda incomparável.

Ganhei as ruas, o meu aparelho de surdez emparelhou na trilha aleatória do meu celular e fez Kim Carnes ronronar Bette Davis Eyes nos meu ouvido.

BETTE DAVIS EYES

A noite de um libertino é mais longa do que a noite daqueles que dormem. A partir de agora, qualquer aventura é possível... Girl9
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DARA
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Td realizado na semana passada, após a resenha do Arena...
Voltando pra casa de taxi, com intenção de dormir cedo mas com vontade de tomar mais uma saidera, no final a vontade de ir no banheiro me fez optar logo pela segunda opçao, acabei saltando do taxi bem enfrente ao Up House da Lapa e entrando direto no local, e direto pro banheiro! Risada

Já aliviado, peguei uma cerveja, fiquei no balcão, e logo se aproximou uma garota bem bonita e cheia de charme, me sorrindo e rebolando de um jeito difícil de resistir. Ela era meio morena, de óculos, muito simpática, magra mas cheia de curvas, e estava numa roupinha vermelha (que eu não sei descrever Hum ) bem sexy. Ofereci um cerveja, ela me disse seu nome - Dara - e acho que o diálogo não foi muito além disso. Começou a dançar e rebolar na minha frente, de frente e de costas, me roçando com a bunda, enquanto eu acariciava ela por cima da roupa, e antes de ter bebido meia long neck já estávamos subindo pra suite para um pgm de uma hora. Subimos com a minha garrafa e a latinha dela ainda cheias, na mão!

Na suite, fui surpreendido com os arranjos das toalhas parecendo toalha de hotel chique, e a cama bem arrumada, parece que estão querendo caprichar no ambiente! Aproveitei pra tomar uma ducha rápida enquanto ela ia pegar as coisas, e quando saí a Dara já estava me esperando sorridente e pronta pra começar a brincadeira. Começamos nos beijando muito (lá no salão elas não podem beijar, são as regras da casa ... ), e depois ela partiu para um oral delicioso, suave mas com muita vontade, que me fez quase urrar! Enquanto isso eu curtia o corpo durinho da garota com as mãos e passava os dedos na ppk dela, já bem molhadinha! Estava com a barba por fazer, então não quis fazer um sexo oral como ela merecia, mas não pude deixar de dar uns beijinhos e linguadas naquela ppk cheirosa e gostosa, e ela parece gostar muito!

Camisinha posta, transamos em várias posições, de 4 ,de lado, com ela por cima, não lembro a sequência, mas acabei gozando mesmo no ppmm, depois de muito suar e urrar, e caindo logo depois na cama para me recuperar!

Conversamos um pouquinho (falei do gparena, e disse que faria um relato, agora vou ter q voltar lá pra mostrar Piscada ), bebi mais uns goles da cerveja, já meio morna, tomei mais uma ducha e desci. Ainda estava rolando uma pole dance com strip, mas eu tinha compromissos no dia seguinte de manhã, aí achei melhor pagar logo a conta e ir embora pra casa.

Em resumo, mais um achado de 1a qualidade! A casa fica no meio termo entre um trash e uma boate, está voltando a ficar mais animada, cheia de garotas interessantes e com shows, e essa Dara merece um repeteco! E o horário é padrão Lapa, então fica sendo uma opção interessante para o fim de noite Positivo
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Ex Sonegador 17/05/2022 14:26

Obrigado Brand. Lembrando que esse é o preço da suite, nas cabines cai um pouco (não sei quanto)

Brand 17/05/2022 00:14

Excelente atualizada sobre a casa, confrade! O preço é salgado para o tipo de casa descrita mas pelo menos a menina fez valer ehehe!

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NATALIA / NOVINHA
POSITIVO
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11 de Maio de 2022 às 17:18
BEIJO

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ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

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R$0.00

REPETECO

TALVEZ

TD atrasado, mas não sonegado ...

Chegando em casa tarde numa sexta feira, com algumas cervejas ingeridas e uma carga de tesão acumulado, decidi dar uma passada neste cabarezinho, com preços no 'padrão Lapa', onde não ia já fazia algum tempo. O ambiente lá é bem variável, costuma ter umas meninas interessantes, mas às vezes parece que a maioria nem está muito afim de trabalhar ...

Como sempre, fiquei no balcão e pedi uma cerveja. Tinha uma garota perto, magrinha, mas bem bonita e sensual, que disse que se chamava Natalia, e também 'Novinha'. Parece que é nova na casa. Ficamos conversando e bebendo um pouco e logo ja estávamos nos agarrando e partindo para sentar num cantinho mais afastado... Não demorou muito e já estava chamando para subir. Combinamos uma hora na suite, que tem um chuveiro, pra poder tomar banho, e partimos pro caixa e depois lá pra cima.

Após um banho, começamos com muitos beijos e amassos, e ela me fez um boquete muito bom. Retribui também fazendo um oral nela, que pareceu curtir bastante, e depois partimos para a meteção, em varias posições, e no final no ppmm, até gozar. Ficamos conversando um pouquinho, pra recuperar o fólego, e já estava na hora de acabar.

Em resumo, o custo benefício lá acho que não compensa, mas sei que na hora saí de lá super satisfeito! Sacárstico
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
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KEILA
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03 de Setembro de 2021 às 09:17
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SIM

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Há alguns anos que padeço de insônia e a insônia é uma espécie de imortalidade, enquanto os outros morrem nos breves intervalos do sono, o insone vive sem trégua. Sábado à noite. Tenho apreciado ir a Lapa nos fins de semana, saio em voo solo, já que é difícil encontrar entre os amigos casados aqueles que continuaram donos da própria vida.

— Dante, mas Lapa sozinho é osso, é chato — digo a você, leitor carente, nunca tive problemas com a solidão, gosto da solidão, a solidão para um libertino é um caso de amor, é desejo de grávida. Há quem queira impingir à solidão um sentido de tristeza, de melancolia, esqueça as ideias que o sistema quer infiltrar em sua mente. A solidão é temida porque ela representa uma liberdade tão absoluta que se torna perigosa.

Primeiro caminhei até o Beco da Noite, mas não encontrei aquela alegria dos musicais de Hollywood, como da última vez em que estive no bar. Meia dúzia de pinguços assistindo a um jogo de futebol na TV, forró tocando como fundo sonoro, nenhuma mulher, nenhuma alma perdida além da minha. Voltei para o miolo da Lapa, mas o meu desejo de um chope no Bar Brasil foi aguado quando constatei que todas as mesas estavam vazias, nenhum cliente, não tive coragem de entrar. Caminhei a esmo até parar em frente a uma espécie de casa de música chamada “Insensato”, a quantidade de mulheres estonteantes era incontável, uma janela aberta para a rua exibia bundas rebolativas e desinibidas, dançando empinadas para as estrelas, cus apontados para o infinito. Fiquei com a certeza de que o local também cultiva a frequência de garotas liberais, mas não quis entrar, me senti despreparado naquele momento para a azaração explícita. Fora isso, eu não estava com o meu material de trabalho.

— Que material Dante? — pergunta a curiosidade de um forista.

Explico. Quando a modalidade é azaração, uso uma técnica que desenvolvi há muitos anos e que costumava funcionar, não sei se ainda seria eficiente com a nova geração de mulheres. Eu chamava a minha ideia de “técnica de panfletagem”, consistia em imprimir cartões de visitas com meus dados, mirar uma presa, realizar a aproximação e soltar o script pré-fabricado.

— Olá, meu nome é Dante, queria te deixar meu contato, mas não estou com segundas intenções, não. Se você puder, me chama pelo celular porque é um papo importante, sério. Não converso aqui porque está muito tumulto, mas me chama pelo celular.

Eu mandava essa letra, virava as costas e voltava para a minha posição inicial. Se eu fizesse umas dez abordagens desse tipo, era certo de que umas duas meninas me contactassem movidas pela curiosidade feminina, quando, então, eu falaria do meu interesse e jogaria o convite para um encontro romântico. Os meus critérios para a escolha das vítimas eram rigorosos. Preferi não experimentar o “Insensato” naquela noite, mas fiz a promessa de explorar o ambiente em outra oportunidade. Caminhei mais um pouco e me deparei com a UP HOUSE, um bordel disfarçado como boate na Av. Mem de Sá. Não contemporizei muito, entrei.

O bordel não estava cheio, havia umas cinco mulheres atraentes dentre umas dez que se esgueiravam pela pista. Não pretendia consumar o sexo com ninguém, mas uma morena ligada em 220 volts me chamou a atenção. Coberta por um biquíni microscópico, a garota exibia curvas que pareciam uma obra póstuma do Niemeyer, sexy e sorridente ela percebeu o meu olhar salivante e se aproximou.

— Oi, tudo bem? Meu nome é Keila e o seu?

Fiz a entrevista enquanto ela rebolava a bunda sobre o combalido Pikachu, que dava sinais de que não estava num dia inspirado. De repente, a morena move o rosto e me tasca um beijo que quase extraiu meu esôfago e uma parte do fígado, depois disso não pensei duas vezes: solicitei uma alcova.

Eu queria fazer uma higiene básica, mas o banheiro não tinha água. Reclamei com a moça da marcação que me informou que pediria para “ligar a bomba”, foram uns 20 minutos de espera até que a bomba bombasse a água corrente jorrasse pelas bicas. Limpeza concluída, fui para a masmorra. Digo masmorra, porque é o que parece o pequeno cômodo escuro destinado ao sexo, uma luz vermelha forte, cama baixa e uns quadrinhos na parede que pretendem sugerir erotismo. Keila demorou meio século para entrar no quarto, me explicou que também padeceu com a falta de água. Parti para beijar a menina, que beija com língua enroscada, troca de saliva e roçada de corpos. Desci para chupá-la, suas coxas apertavam a minha cabeça, a garota gemia, se retorcia. Aplicou-me uma boa chupada, pedi para que ficasse de quatro e pude confirmar a bela visão curvilínea que o corpo dela exibia. Meti e gozei.

Sinceramente, a Up é um trash com preço de puteiro premium, talvez por ficar na Lapa ouse cobra um valor que não corresponde à qualidade das mulheres nem às instalações. Não é um rendez-vous que desperte emoções fortes, as meninas, em geral, não se aproximam, a música é chata e a pista vazia. Foi mais uma experiência que vivi no local para confirmar que não vale o preço. Pago e ganho a rua, volto a caminhar sem rumo, em frente a um bar próximo a Gomes Freire (Boemia da Lapa) ouço um som familiar, interrompo os passos para ouvir, um grupo dançava e cantava eufórico ao som da balada, a remota voz de Raul Seixas transbordava das caixas de som cantando Gita... Yes

“eu sou a a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar”


A noite é a alma do libertino, o labirinto de mistérios e espantos que ele percorre com a fome destemida dos que não dormem. Como tudo na vida, a noite não é eterna, termina quando a pretensão do Sol tenta desmascarar todas as sombras, mas durante o dia o libertino se torna a sombra do corpo que habita.

“eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio
O início, o fim e o meio
Eu sou o início, o fim e o meio
Eu sou o início, o fim e o meio”



Ave, Libertinos Reverência



ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
05/09/2021 11:23

Rsrsrs., de onde eu venho a água sempre chega com pressão, não há a necessidade de usar bombas hidráulicas. Se falar pra mim que vai "ligar a bomba", eu já penso outra coisa e saio correndo...rsrs

Brand 04/09/2021 00:18

Essa da bomba foi foda, kkkkkkkk;;; muito bom!

lord_omagnifico 03/09/2021 13:22

Boa história. "Ligar a bomba de água dentro do bordel" kkkkkkkkk

A solidão é mesmo a amiga das almas livres.

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cromadorj89
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DRIKA
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05 de Dezembro de 2020 às 08:23
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NãO

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Sai com meus amigos para curtir, e como de costume paramos em uma boate na lapa, agora de nome UP House.
Entrada tranquila, e lá dentro rolou um striper enquanto estávamos bebendo, já animou. Uma negra linda, que virou a bunda na minha direção e começou a sorrir hahahah menino ficou como?!? Kkk
Então decidimos ir cada um com uma garota pra um quarto.
Escolhi uma pela aparência, baixinha, cabelo preto comprido, bem ninfeta, mas antes não ter ido. Seca, muito sem atitude, parecia que queria ir embora. Nem gozei, desanimei nos 40 minutos,, decidi ir e nem lembro do nome dela, de tão seca... Na hora de pagar, me aparece a Drika, e diz: " que vontade de transar"
Uma morena tatuada, de shortinho, muito gostosa, olhei pra ela e falei vamos kkk
Peguei mais uma hora com ela... E que foda gostosa, ela se entregou muito... Chupou com vontade, com aquele rabo perfeito pra cima, depois colocou a camisinha e começou rebolando, ficou deitada, tava tão gostoso que ela dispensou lubrificante... Com ela gozei gostoso kkk
Se eu lembrar do nome da outra eu posto nos comentários, mas a Drika foi 10, simpática e gostosa na foda... Vai ter repeteco com certeza!
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NICOLE
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19 de Outubro de 2019 às 16:42
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Noite de sexta, noite de mais uma gincana sexual. Encontrei outro companheiro libertino e fomos dar uma olhada na Vila Mimosa. O que há com a Vila Mimosa? Sexta-feira à noite vazia, melancólica, poucos clientes e poucas mulheres. Não ficamos mais que dez minutos e pegamos o Sucatão em direção ao Centro.

Um dos maiores martírios das termas e trashs do Centro são as escadas dos sobrados onde se localizam. Qualquer cardíaco corre o risco de desfalecer antes de alcançar o andar em que ficam as mulheres. Rodar pelos bordéis do Centro da Cidade é treino para alpinismo. No fim da noite, se for contabilizado, subimos e descemos milhares de degraus. Estaciono na Buenos Aires e eu e o meu camarada decidimos visitar a 502, na Rua da Alfândega. Subimos as escadas e encontramos a casa cheia, muitas mulheres e clientes entupindo o salão principal e o fumódromo. Encontrei outros amigos, batemos um papo, mas por algum motivo inexplicável o ambiente não me seduziu. Fomos embora.

Escolhemos a Afrodite como segunda opção, na esperança de encontrar a vagina sagrada. Caminhamos até a Uruguaiana e outra vez uma sequência infinita de escadas para escalar. Enfrentamos o desafio e quando cheguei ao topo, suado e ofegante, quase perguntei ao barman se faziam transplante de pulmão ali. O salão da Afrodite também estava repleto de mulheres e clientes, mas um detalhe se destacava mais do qualquer bunda da pista, estava um calor insuportável. Foi como se tivéssemos atravessado o portal do Inferno, mais um pouco e acredito que veríamos bolas de fogo na pista. Eu, que já estava suado pela escalada anterior, comecei a me desfazer numa poça d’água.

Admirável estava o meu amigo, recepcionado por uma negra escultural, começou a dançar forró com a menina no meio do salão, duelando com as brasas que crepitavam na pista. Sentei-me num dos cantos daquele purgatório e observei a paisagem. Muitas garotas, mas poucas desejáveis. No entanto, muitas simpáticas, vinham se apresentar e fazer as mesuras em nome da boate. A DJ da Afrodite é inovadora, toca forró, pagode, samba-canção, bolero, qualquer hora ela vai mandar uma valsa nas carrapetas. Não leve arma, você será invadido por um desejo irrefreável de cometer suicídio.

Em determinado momento, não sei se meu amigo subiu com a garota ou apenas evaporou pela temperatura de mais de 50 graus que reinava no salão. Esperei, esperei, esperei, até que ele retornou com um olhar vazio e balbuciando palavras de êxtase. Sugeri que fôssemos para outro lugar. Ao botar os pés na rua, foi como se eu redescobrisse os deleites do oxigênio, respirei fundo e quase gozei. A brisa do porto enxugou os litros de suor do meu rosto e me trouxe a sensação e alívio. São poucos os que saem vivos de um vulcão. Pensei em sugerir que esticássemos na 31, mas na última visita ficou a impressão de que um velório numa capela do cemitério São João Batista se assemelharia a uma festa de Réveillon em Copacabana em comparação à decrepitude atual da 31.

Lembramos da Up House, na Lapa, e partimos para lá em alta velocidade com o Sucatão.

Não conhecia a Up, mas ouvi a fama de que é um bordel que está se destacando. A ideia de abrir um puteiro no coração da Lapa foi extremamente oportuna. É onde impera a boemia mais democrática e intensa da cidade. Deixamos o Sucatão na Rua Gomes Freire e atravessamos o burburinho notívago em busca de novos horizontes de prazer.

A portaria da Up se parece com a entrada de uma boate comum. O salão é pequeno, tem uma atmosfera um pouco claustrofóbica, sem muito conforto, com quase nenhum assento. Fiquei em pé avaliando e vi uma ninfa que devia ter mais de 1,80m e um corpo de cavala alimentada com aveia Quaker. É dessas mulheres que causam trombose peniana só de olhar. Não perdi tempo e me aproximei. O nome é Nicole, 1,85m de altura, cabelos aloirados e cacheados na altura dos ombros; a bunda é o próprio mapa múndi, imensa, jovem e apetitosa; as pernas grossas e torneadas; seios médios e durinhos. Nicole contou-me ter 19 anos completos e sem filhos. Novata, foi muito excitante na conversa. Apesar de estar um pouco cansado, não resisti e chamei para a alcova.

Meia hora a 170 reais, achei caro, mas fui.

No quarto, ela tira a roupa e fico sem fôlego diante daquela extraordinária geografia humana. Para explorar aquele corpanzil eu precisaria de 3 dias e só teria 30 minutos. Mergulhei na boceta úmida e lambi o mais fundo que pude, a menina gemia alto. Subi para os seus seios e ela se arrepiava a cada chupão. Então ela disse que queria mudar a posição e brincar comigo. Acredite, amigo profano e sem fé, a ninfeta desabou com a boca em meu pau e iniciou um boquete que só vemos em filme pornográfico premiado no canal Sexy Hot. Tive que usar toda a minha resistência espiritual para não sofrer uma ejaculação precoce, pensei em Buda, no Tibete, em urso polar, pinguim, em tudo que me ajudasse a não entregar os pontos. Quase nocauteado, peço que ela fique de quatro, ela se ajeita e coloca aquelas nádegas descomunais diante dos meus olhos e prontas para degustação. Meti como quem reza, porque Nicole é mulher para comer ajoelhado e agradecendo em oração. Umas poucas estocadas e derramei o orgasmo divino.

O resto é silêncio... Positivo
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