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Tópico da MOSAICO NIGHT CLUB

R. Hilário Ribeiro, 243, Praça da Bandeira
Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ


carioca00
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JENIFFER
POSITIVO
30 MINUTOS
VALOR: R$180.00
14 de Junho de 2023 às 14:08
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Mosaico mais uma vez naquele esquema que todos ja conhecem... 30 reais a entrada e preços a partir de 180 reais meia hora na cabine!
A casa sempre me agradou muito e assim foi mais uma vez.
A menina simpatica, conversamos um pouco.
Procuro ela e combinamos na cabine meia hora.
Menina beija bastante, chupa sem camisinha e deixa gozar na boca.
Mais um dia sendo feliz pela mosaico kk
Lá fora avisto a Zoe e ja anseio pelo dia que voltarei la para subir com ela...
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
Ancient Profligate 14/06/2023 23:07

Já tive bons e maus momentos na Mosaico. Infelizmente a maioria foi do segundo tipo. Fico contente que o confrade tenha se dado bem...

carioca00 14/06/2023 20:46

@SOLITARIOWEB O que voce quis dizer com espoleta? kkkk

solitarioweb 14/06/2023 18:06

Outro dia , eu fui nesta casa . A zoe estava ..digamos ...bem espoleta ...

PrefeitoComeCu 14/06/2023 14:18

Aulas 🙌🏾

carioca00, PrefeitoComeCu, Eddie Adams, The Witcher, Dionizio_RJ, PauloCesar, Ancient Profligate, Michael Corleone curtiram esse relato.
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Enigmatico
Enigmatico

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MEL
NEGATIVO
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25 de Maio de 2023 às 10:30
BEIJO

NãO

ORAL

SIM - COM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO

ANAL

NãO

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

PISADA DE BOLA

Semana passada marquei um encontro na Mosaico com a maravilhosa Brisa(Ex-Zaila). Estava empolgado com nosso encontro, afinal ela é do jeito que eu gosto, bem brasileira, baixinha, bunda enorme natural e coxão.

Cheguei na Mosaico, entrei e logo de cara a Mel me aborda com seus truques e malícias. Cuidado com ela, é bem persuasiva, se utiliza de sua aparência frágil e inocente para ludibriar os desavisados. Pra quem não conhece a Mel, ela é uma baixinha, branquinha, cabelo preto lisinho e uma atmosfera underground, parece uma novinha inexperiente que começou a andar com as amizades erradas.

Confesso para vocês que essa Mel já estava no meu radar, era como uma paixonite de puteiro que sempre estava acompanhada. Pois bem, me encantei com a garota mas disse que estava aguardando a Brisa.

"-–Vamos namorar gostoso, hoje eu vou ser sua brisa."

Fiquei empolgado com ela, mas já tinha combinado um atendimento.

Me desvencilhei da Mel, peguei uma Heineken e fui explorar a boate. Música vai, música vem, show de pole-dance e nada da Brisa aparecer, enquanto isso a Mel ficou o tempo todo de pé na minha frente, trocando olhares comigo a todo momento.

Cansado de esperar, decidi abordar a Mel para subir com ela. Pois bem, esse foi meu erro, fui com sede demais ao pote e caí numa armadilha. Geralmente eu converso bem antes do atendimento, acerto detalhes e etc. Mas a frustração da Brisa ter furado comigo + álcool me deixaram mais suscetível.

Subimos as escadas e fomos conseguir um quarto, nesse meio tempo eu fiquei tentando beijá-la e explorando seu corpo, mas ali o comportamento dela já havia mudado da água para o vinho. Onde antes havia receptividade, agora havia frieza. Tentei relevar, acreditando que dentro do quarto seria diferente. Ledo engano. Dentro do quarto, ela ficou ainda mais chata, não queria beijar, chupar só de camisinha, não podia chupá-la, não podia apertar e ela queria controlar as posições. Eu sou jovem, não tenho problemas de ereção, mas sou alérgico à mulher chata, meu pau ficou meia bomba durante o atendimento inteiro. No meio do programa a garota pára de foder e vai atender a porta e fica batendo papo com a irmã. Nossa, fiquei puto. Depois ela acendeu a porra de um cigarro dentro daquele quarto minúsculo, ficou parecendo uma sauna. Na hora eu só queria meter pra gozar logo pra diminuir o prejuízo. Com muito custo eu consegui gozar, mas foi difícil.

Conclusão:
Teria sido melhor ter ido para casa depois do furo da Brisa, insisti, dobrei a aposta e quem se fodeu no atendimento fui eu. Nunca mais quero saber dessa Mel. Bonitinha, porém ordinária.
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
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BRUNA
POSITIVO
60 MINUTOS
VALOR: R$240.00
13 de Maio de 2023 às 13:49
BEIJO

SIM - NãO GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO




Estou em baixa no Arena. Talvez, também, na vida mundana. Ontem, no Zezé’s Pub, me senti como aquele velho que a família abandona num asilo geriátrico e nunca visita. Garotada festiva, confraternizando e eu relegado a um canto, sonhando com a puta perfeita, sem qualquer alma interessada em me dar atenção. Ainda fui rejeitado três vezes por algumas das moças presentes. Uma disse que eu não sou “objetivo”, a outra alegou que estava cansada e a terceira cobrava TD de um forista sem nunca ter se interessado em agendar com o forista que mais escreve relatos: eu.

Faço aqui uma ressalva e dou destaque para a Veronica Carbone, a única que me tratou com um carinho imenso, com um abraço caloroso e já entrou na minha lista de futuras biografadas do Dante.

Acredite, forista sem fé, não bastasse a breve cena lamentável de etarismo narrada acima, passei por um constrangimento no trash 119 da Rua da Alfândega. Fui procurar a estupenda morena Cacau, seria o meu quarto encontro com ela. Fui bem recebido, abraço, beijos e ela acariciou meus poucos cabelos, então surge uma mulata furibunda da penumbra, me empurra, cochicha ao ouvido de Cacau e logo em seguida a menina me informa que não poderá sair comigo porque a namorada estava com ciúmes. Pasmem, eu estava em um puteiro e a garota não poderia mais ficar comigo porque a namorada puta ficou com ciúmes e ameaçou invadir o quarto se Cacau fizesse o programa. Inacreditável.

Como eu contei, no Pub do Zezé, na Cinelândia, a situação se tornou mais melancólica. Estar em baixa no fórum não me incomoda, pois sei que são fases, são jovens os que estão destaque no momento, não se identificam com os meus relatos mais elaborados, com o meu cotidiano atual mais de cabarés e se interessam ainda menos por um velho escriba quase arcaico como eu. Porém, sou um veterano de guerra, sei que fases passam, logo chegam outros e outras, quem sabe nesses eu despertarei mais interesse.

Por sorte, chega uma mensagem no meu WhatsApp, uma convocação do dono da Mosaico Night Club para comparecer sem demora à boate. Não pensei duas vezes, nem me despedi dos que me ignoraram. Fui.

.............................

Chego às margens de uma Vila Mimosa em que a chuva fina criava uma atmosfera de underground londrina. Um bar cheio de pinguços tocava alto o som de Dire Straits tocando Sultans Of Swing. A coisa toda dava sinais de melhorar para o meu lado.

Sultans Of Swing

Sim, afeiçoado, velhos são carentes. Acredito que na noite desta última sexta-feira eu buscava mais amor do que sexo. Encontro a pista da Mosaico lotada, show de banda ao vivo, a casa entupida de clientes e mulheres. Pego uma Corona e circulo pelo ambiente. As três primeiras meninas que entrevistei me avisaram que não curtiam beijo na boca por acharem algo “muito pessoal”. Fiquei sem saber se a piada era para rir ou chorar. Informei as três que o filme “Uma linda mulher” era ficção, que se elas continuassem a repetir o texto da Julia Roberts iriam morrer de fome.

Milagres acontecem, avistei uma loira com vibe de Marylin Monroe e cometi a abordagem. Alta, sorriso largo, peitos saltando da pressão do decote, pernas longas e bem torneadas, olhos verdes, voz suave e sexy. Bruna o seu nome. Aprovada na minha entrevista básica. Segui meus instintos. Alcova.

Não irei me estender mais. Sobre a menina, beijos suaves que não se encaixaram bem no meu bocão faminto de língua, esfregação leve, mamei muito os seus belos seios, boquete rápido e não muito dedicado, ela veio por cima, cavalgou com agilidade e meus espermas saíram de casa meio sem vontade, mas saíram.

Pago a conta, pego um táxi e chego ao meu chalé na bucólica Tijuca. Minha cadelinha poodle me recebe em festa. Se falasse, é provável que quisesse me dizer que me ama. Nem tudo está perdido. A aventura continua... Dancinha
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
Lemos 31/05/2023 15:37

Meu caro Dante. Sou forista novo aqui e gostaria de dizer que estou nos meus primeiros textos, todos inspirados por leituras dos seus. Sua narrativa me motiva a escrever. Dá trabalho pra quem é novo, mas vale a pena eternizar esses momentos. Digo mais, eu adoro um Cabaré. Só ainda não tive a oportunidade de me enturmar com a velha guarda. Pra mim, você é o maior forista daqui.

Lemos 31/05/2023 15:28

Sempre que entro no Mosaico tenho a sensação de que vou pagar caro por um gozada meia boca. Na última levei meu amigo universitário órfão. O coitado gastou o bolsa família todo. Agora a Mimosa, espantosamente essa sempre me apresenta boas oportunidades de alegria.

ZezinhodasTermas 14/05/2023 09:25

Pois é, Dante... Como o Saulo bem.dusse, panela existiu e sempre vai existir...
Mas senti na pele, também, na festa de Confraternização... Nossa mesa dos cinquentões e sessentões, mas com grana para gastar, éramos ignorados... faz parte... Acabamos alguns indo pra termas, aonde somos conhecidos.
Mas quanto a mim, blz. Sempre fui termista, o que postava, meia dúzia de foristas liam e entendo perfeitamente que aqui no Arena, o mundo gira ao redor das freelas e poucos Prives.. conta-se nos dedos os que frequentam termas.
Você é lenda, Dante. Sua condição de solteiro e financeira é privilegiada e você pode frequentar qualquer tipo de puteiro a qualquer hora e vc frequenta, você posta, você tem bom papo, enfim, nós conhecemos a décadas e você tem muito a agregar em conhecimento para a garotada nova aí do Arena e para as gp's, também.
Relaxa e continua o Dante se sempre.

Gostaria de estar na sua mesa no Zezé para conversarmos sobre o passado, presente e esse nebuloso futuro da putaria... Grande abraço.

Barbosa82 13/05/2023 19:08

Poxa Dante,lamentável o q aconteceu com vc nessa história da Cacau! E inacreditável também! Sorte q vc tinha a Mosaico como outra opção,aproveitou bem o restante da noite. Um grande abraço!

KchorrãoTijuca 13/05/2023 15:57

Inacreditável o que essa Cacau fez com você conterrâneo Dante,por essas atitudes, que não podemos dar tanto valor a essas"profissionais do sexo",se a menina é boa no que faz, até podemos voltar mas é cumprir o período contratado,gozar e seguir o rumo.

membro 13/05/2023 14:36

Por sinal, para o meu orgulho, eu fui o primeiro cliente dessa gerente quando ela teve o seu primeiro dia de trabalho na saudosa Red Light.

membro 13/05/2023 14:35

Eduardo B. sim, havia uma festa, foi aniversário da gerente, por sinal, uma morena gatíssima.

Saulo Top 13/05/2023 14:34

Eduardo. B, ontem foi a festa da gerente da Mosaico, a Katia. Recebi um convite para ir, mas a chuva me venceu.

Saulo Top 13/05/2023 14:33

E pra finalizar, esse povo aqui não é muito fã de termas, pois a maioria é casada e não pode bater asas na noite, por isso que eles só curtem free e massagistas.

As aventuras das termas é só eu, vc, Eduardo B., Mítico e uns poucos outros.

Felipe_BR 13/05/2023 14:33

Ontem passei em frente à Mosaico. Parecia haver uma festa, confirma? A casa estava enfeitada com muitos balões e as mulheres vestiam roupas formais, pelo menos foi o que observei naquelas que estavam do lado de fora.

membro 13/05/2023 14:31

Tb te amo, Saulinho. Nem se trata de curtidas, sábio Saulo, pra isso eu não ligo até porque há muito tempo descobri que minha audiência vem de quem lê, não de quem escreve. É mais um círculo que se tornou meio vicioso, que pega muito as frees em geral, por isso é que migrei temporariamente para os cabarés outra vez. Cuide-se tb.

Saulo Top 13/05/2023 14:20

"Faço aqui uma ressalva e dou destaque para a Veronica Carbone..."

A V. Carbone é uma mulher maravilhosa (eu a amo) e quando vc fizer um atendimento com ela, vc vai se surpreender. Ela é incrível!

" o chat forma panelas e eles não se identificam com os meus relatos..."

Panela sempre existiu e sempre existirá, mestre Dante, porém, digo a ti, para não se preocupar com número de curtidas, pois curtidas não dizem nada e sim o seu legado. Isso é o que faz a diferença. Seu nome é sua marca e isso não tem "curtidas" que pague. Tanto é que posto TD OFF numa boa, pois não estou aqui atrás de curtidas, pois não são as curtidas que me motivam a postar relatos e sim o prazer de me divertir e compartilhar o momento vivido. O que importa, é o que vc vive entre 4 paredes com a menina. Como diz você: " Só se vive uma vez."

Esqueça a panela do chat e o número de curtidas em relato, pois este último, é pura vaidade.

Te amo e se cuide.

membro, Seu Brandão, Jhart, Saulo Top, Felipe_BR, The Witcher, Barbosa82, Gatitus, Mannish Boy, Papai Noel, Dionizio_RJ, Bumpy Johnson, Novaes87, ZezinhodasTermas, Digboy, Ninho, ViciadoEmPeitudas, Enigmatico, Lemos, Josecarlos, Siropas, Lixo II curtiram esse relato.
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SABRINA
POSITIVO
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VALOR: R$180.00
22 de Abril de 2023 às 15:51
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

NãO SEI

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO




Faz alguns anos que li um livro chamado “Noturno da Lapa”, em que o autor — Luís Martins — conta sobre a juventude vivida na velha Lapa entre as décadas de 1920 e 1930, anos de ressaca da Belle Époque carioca. Narrando memórias e descrevendo os cenários do lugar que foi o berço da prostituição no antigo Rio de Janeiro, ele nos envolve e nos informa sobre um passado extinto.

Luís Martins precisou fugir da cidade devido a perseguição pelo Estado Novo de Getúlio, que mandou recolher e queimar o seu primeiro romance, intitulado “Lapa”, a história de um boêmio que se envolve com uma marafona e vai morar com ela na zona de meretrício do Mangue. O bairro da Lapa, assim como o livro de Martins, foi sufocada pelos ditames morais do governo Getúlio e teve sua essência boêmia exterminada na época.

Alguns anos após a sentença de morte do seu livro, Luís Martins retorna ao Rio e decidi revisitar a Lapa e se atualizar sobre o panorama. O que encontra é um bairro morto, não mais o que conheceu, com raríssimos Chopes, como se chamavam os bares ainda em atividade, todos transpirando ares precários. As prostitutas, muitas vezes travestidas de garçonetes, desapareceram. A velha Lapa boêmia havia acabado, morta sobre os coturnos do Estado Novo, constatação que gerou imensa melancolia no autor.

Acredite, forista sem fé, é assim que me sinto quando piso atualmente com minhas botas noturnas sobre os paralelepípedos da Vila Mimosa. Foi assim que me senti na última quinta-feira, ao entrar na zona esvaziada de homens e de mulheres. Creia, a Vila Mimosa acabou. Não sei se pela abertura da Rua Ceará, se pela truculência gratuita de quem se autodenominava segurança do lugar ou se pelos valores inflacionados que as mulheres passaram a adotar (85 reais por um encontro de meia hora). Talvez a decadência se deva ao entrelaçamento de todos esses fatores. Quem irá saber?...

Retornarei ao foco deste relato, a Mosaico Night Clube. Era um dia de festa, aniversário do querido e lendário Gerentão, que tanto animou as minhas noites com o seu afeto, amizade e alegria. Eu não poderia faltar ao evento e levei para ele um livro como presente. Nesse dia, encontrei na boate alguns foristas de gerações mais antigas e fiquei surpreso ao ver como envelheceram, não tanto fisicamente, mas em espírito, são almas presas ao ostracismo do presente e aos hábitos caquéticos do passado. Há até um grupo do WhatsApp com toda essa gente antediluviana, ao qual, obviamente, eu não pertenço. Acredito que em homenagem a eles é que uma boa banda tocava o melhor do flashback na noite em que compareci.

Diante disso, percebi que foi a escrita que me salvou da condenação de ser um desses homens do pretérito, me manteve à margem da turma da naftalina. A escrita proporcionou-me um constante upgrade, me fez atual e com o mesmo peso de influência entre a grande massa do público jovem que hoje frequenta o fórum. Continuei Dante, é provável que eu até me mantenha jovem, apesar do estilo clássico. Esses outros vetustos foristas que descrevi, que estavam presentes na quinta-feira, tornaram-se Matusaléns analógicos. A escrita, certamente, é uma fonte de juventude.

Sobre a Mosaico, a casa continua sendo uma boa opção para encontrar meninas bonitas, algumas saradas. Revi lá a portentosa mulata Fernanda, que conheci em um trash do Centro e agora atua na pista da pérola da VM. Os preços oscilam entre 180 reais por meia hora e 240 por uma hora de convivência erótica. Há a entrada revertida em consumo de 30 reais. Preços na média. Sabemos que não é um local de tão fácil acesso, sendo mais aconselhável ir de carro ou táxi, pode-se escolher o desembarque na estação do metrô de São Cristóvão e assumir o risco da caminhada até a rua Hilário Ribeiro.

Às vezes, representar o futuro, o contraditório e a antissabujice incomoda e causa rejeição. Grande parte dos que encontrei lá foram os que bajularam o Oriente e terminaram até sem o Ocidente, sem nada. Feneceram sem fôlego, pois o tempo de existência da identidade equivale à potência do conteúdo, ao poder da pena, da relevância nas mídias digitais e da palavra. Diante disso, se explica porque ainda sigo em frente me renovando.

Para não passar a visita em branco, escolhi uma morena de corpo descomunal que se apresentou como Sabrina (se não me engano). Alcova de meia hora em que mais contemplei as curvas da garota do que fiz sexo. Apalpei, beijei e me despedi.

Ganhei a penumbra alaranjada das luzes de vapor de mercúrio e entrei na Vila Mimosa. Aqui, esta história termina onde começou. Girl9
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
Lemos 25/04/2023 20:21

Minhas últimas duas vistas na VM foram muito boas. A última, a qual ainda vou escrever, foi uma história surreal.

Mas essa Mosaico, toda vez que entro lá, querem que eu pague 450 na suíte. Por isso só entro, consumo meus 30, bato um papo e saio. Não tem como!

Mítico 23/04/2023 01:01

Um dia ainda vou tomar coragem pra conhecer a tão famosa VM

Lyon 22/04/2023 17:09

Lembro que a bons anos atrás a Mosaico era uma casa TOP, um diamante perdido no meio de diversos "ouros dos tolos", não sei se infelizmente, tal casa nunca mais deve brilhar do jeito que já brilhou um dia.

Saulo Top 22/04/2023 16:14

“ Foi assim que me senti na última quinta-feira, ao entrar na zona esvaziada de homens e de mulheres. Creia, a Vila Mimosa acabou.”

Estive lá com meu irmão, Novaes87, ainda este mês, se não me engano e corroboro suas palavras, a VM já não é a mesma de outrora e está numa decadência muito profunda. Lembro que VM já foi minha alegria das noites de sexta-feira quando estava no auge dos meus 19/20 anos, mas hj se tornou um lugar de lamentação profunda.

membro, Saulo Top, Mannish Boy, Lyon, Bruce Wayne, The Witcher, Ikki RJ, Seu Brandão, Brand, Brega, Dionizio_RJ, chinchila, Lemos, Mítico, MorenaVital, Papai Noel, Lucifer, Digboy, Preludio curtiram esse relato.
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LUANA
POSITIVO
60 MINUTOS
VALOR: R$230.00
14 de fevereiro de 2023 às 06:42
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO

ABERTURA



Rompemos a noite espessa da rua Evaristo da Veiga, eu com receio de levar uma facada furtiva; Wolf, com seus longos cachos esvoaçantes, imaginando que desfilava pelo glamour reluzente da Times Square e o casal que nos seguia se arrochava em beijos como se estivesse às margens do Sena, em Paris. Alcançamos o sol das luzes de neon da Lapa, atravessamos os arcos, percorremos a Av. Men de Sá, deixamos o casal que nos acompanhava e entramos na boate Up House.

Eu de cinza, um dos meus mais sóbrios e tradicionais uniformes góticos. Wolf com uma camisa temática de roqueiro, bermuda desfiada e uma botina militar de cano alongado. Se ele acrescentasse mais algum acessório, me lembraria do saudoso Cassino do Chacrinha. Na hora em que chegamos, a casa estava morna, poucos clientes e garotas ainda descendo ao salão. Pedimos nossa bebida, eu já alegre por algumas doses de uísque, e ficamos flanando com os olhos pelo ambiente.

O bom Wolf mirou em uma jovem branquinha e curvilínea, coberta por uma espécie de biquine mínimo, mas a garota desapareceu e na minha afobação de enturmar o camarada com a casa, eu o apresentei a uma outra menina sorridente que tentava flertar com ele. A conversa entre os dois fluiu e me aproximei de uma morena escultural, seminua, que quase me causou a tentação de pedir uma alcova. Resisti. Passaram-se alguns minutos e, subitamente, o salão se esvaziou, dois gringos levaram dúzias de mulheres, inclusive a garota do Wolf.

Sem mais expectativas, decidimos ir embora. Despedi-me do amigo e entrei em um táxi pretendendo retornar à bucólica Tijuca, mas no meio do percurso recebo um convite irrecusável de um dos donos da Mosaico Night Clube e peço ao motorista que altere a rota. Direção Vila Mimosa.

Desembarco na Rua Ceará, local onde sempre me recordo da frase do poeta Dante Alighieri e como ela caberia com perfeição ali: “Vós que entrai, abandonai toda a esperança.”

Pisei firme sobre os paralelepípedos, cujas memórias já presenciaram mais obscenidades do que o saudoso Marquês de Sade. Estanco os passos diante da Mosaico, observo e decido entrar. A boate ainda preserva o clima de um bom cabaré. Muitas meninas, não tantos clientes, cenário que me agrada.

Uma das garotas se aproxima de mim e provoca um diálogo...

— Eu te conheço. Qual seu nome?

— Dante. Me chamo Dante.

BOND

O FATOR PIKACHU



Carol o nome da moça, perguntou-me se eu poderia pagar uma Ice. Tudo bem, peguei a bebida e iniciamos conversa. Falsa magra, barriga zero, bunda saliente, coxas torneadas, boca carnuda, longos cabelos negros e lisos.

— Qual a sua idade? — ela me questiona.

— Sou tão velho que não gosto de dizer minha idade para não me sentir ainda mais velho — respondo.

— Que você é velho estou vendo, mas só queria saber a idade — ela retruca.

A resposta enviesada não a impediu de revelar que tinha 25 anos. Interroguei se era completa na cama.

— Sou completa em qualquer lugar, tenho dois braços, duas pernas e dois olhos — a menina era uma comediante.

Nisso, outra morena falsa magra, de corpo perfeitíssimo, cruza minha visão. Afastei-me de Carol com a desculpa de dar um giro e fui atrás do novo alvo. Abordei. Fiz a entrevista básica, Luana o seu nome, a menina além de gostosa era divertida, agradável e mostrou-se disposta para o bom sexo. Pedi uma alcova e subimos.

No quarto, beijos de línguas enroscadas e troca de saliva, roçar de corpos quentes, mãos em apalpações mútuas, gemidos sensuais. Luana vem para o boquete, se dedica, estava gostoso, mas por algum misterioso motivo o meu combalido Pikachu não reagia, parecia um cadáver manipulado em uma sessão de necrofilia. De repente, Luana para, olha para mim, olha para o Pikachu e diz...

— Tadinho, né?

Aquela manifestação de piedade pelo meu pênis inoperante destruiu qualquer possibilidade de ereção. Sugeri que ficássemos namorando e esperei o tempo terminar. Compreenda, estimado forista, a culpa não foi de Luana, mas sim do temperamento instável de Pikachu. De qualquer forma, eu e a garota tivemos um namoro saboroso, muitas sarradas excitantes e terminei gozando em uma autopunheta.

Deixei a Mosaico, dei um rolé pela decadente Vila Mimosa e retornei à penumbrosa Rua Ceará em busca de um táxi. Enquanto caminhava, fui tomado por uma sensação de paz inesperada, é estranho quando ganhamos a súbita consciência de emoções incomuns em lugares ainda mais incomuns. Neste momento fiquei pensando na quantidade de situações e pessoas que nos roubam a dádiva da paz, que nos causam desequilíbrio e decepções. Dalai Lama aconselha que nos distanciemos dessas situações e das pessoas de energia ruim, a sabedoria não é reagir, é se afastar da poluição que nos intoxica.

Naquela rua perdida entre as misérias humanas, deixei que o meu aparelho auditivo emparelhasse com o celular, a música de um tempo distante me transporta pelos ouvidos. O libertino não é aquele que não ama, mas é aquele que busca o amor como um Indiana Jones a procura de uma valiosa peça arqueológica. O meu coração não é frio, é indomável.


LET ME BE FREE
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
chatuba 14/02/2023 15:20

O melhor que nós temos voltando à ativa!

Quanto está a entrada na Mosaico, Dante?

Inbroxavel 14/02/2023 12:40

O velho Dante está vivo.

Brand 14/02/2023 08:16

"parecia um cadáver manipulado em uma sessão de necrofilia"

kkkkkk

Saulo Top 14/02/2023 07:37

"...Desembarco na Rua Ceará, local sempre me recordo da frase do poeta Dante Alighieri e como ela caberia com perfeição ali: “Vós que entrai, abandonai toda a esperança.”

Lembro desta frase quando passo por debaixo daquela linha férrea, pouco antes da rua Lopes de Sousa.

Vida longa ao mestre Dante. 👍👏👏👏

Tenista 14/02/2023 07:09

Uma incursão na Vila Mimosa sempre será uma desbravada aventura , e uma boa partida na Mosaico Dante.

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25 de Agosto de 2021 às 23:06
BEIJO

SIM - NãO GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

PISADA DE BOLA

ANAL

SIM

TAXA ANAL

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REPETECO

NãO

Isto não é o relato de uma visita. É o relato de uma missão, cujo objetivo era celebrar o descasamento de um nobre amigo, caindo sobre a égide da depressão. Seu embotamento afetivo era forte e este necessitava de alguém para compor a falange. Não é o tipo de embate ao qual se vai sozinho. Dirigimo-nos à sopa primordial, bastião da degeneração moderna nesta terra de Sebastião, à uma casa que se destaca do resto. Fomos à Mosaico.

Início: Carro estacionado próximo, havendo um camarada de alto nível, sempre a postos para, ao preço básico de 10 dinares, defender dele mesmo, o veículo que pertence a terceiros. Mas isto faz parte do pacote. A rua Ceará estava cheia, todos os bares apinhados, mas a Mosaico ainda fechada. Ingeriu-se ampola de diurético artesanal até que as portas da infame Mosaico se abrissem. Entramos à l'heure du patron, como diria os habitantes da antiga LUTECIA, meninas chegando, algumas ainda em roupa civil. Este degenerado e seu nobre confrade, o qual ainda tento convencer a aninhar-se aqui em nossa magnânima confraria, foram abordados em momentos separados. Ele, por uma loira maravilhosa que destoava completamente do lugar. Fui afanado pela Giovanna, que tinha absurda cara de safada e disse que fazia de tudo. Caí na burrada de aceitar ir na "suíte", que nada mais é que um quarto com um box dentro, e mais nada.

O Templo: Termas já conhecida, música horrenda, a maioria das mulheres não chamava muito a atenção e algumas expulsavam a atenção. Mas havia algumas pérolas na areia.

O Ritual: Vou dizer que não foi um ritual, nada teve a ver com sagrada Fortuna. Fui só como suporte e disposto a aceitar a merda que fosse. E foi uma merda que tive que aceitar. Nem tentei beijar porque ela nem parecia disposta e a Deusa me sussurrou que seria má ideia. O boquete foi sem capa mas sem graça também. O que se transcorreu a partir daí foi algo surreal. Ela quis "bater um pino" antes de começar. Moralismo à parte, a lagarta pulverizada me causa um certo asco devido à conjunção de eventos prévios em minha vida. Protestei e ela aproveitou o momento em que quis tomar mais um banho para pulverizar seu nariz com a lagarta. Depois puxou um enorme "cigarro artesanal" da bolsa, como um pequeno míssil, o qual eu batizei de "Tomahawk de Jah", no calor do ódio que crescia pela pessoa. Só pedi o fóris, o que ao menos foi rapidamente atendido. Ela, percebendo que eu via tudo como uma merda, ofereceu para que eu gozasse na boca. Aí vem mais uma artimanha, onde eu termino tocando uma e ela simplesmente se evade na hora H e termino jateando o chão e a parede (pena de que teve que limpar). Fosse eu de índole vingativa, como alguns que conheço, teria jateado tudo mirando na rampeira. Tomei mais um banho e saí. Essa criatura ainda ficou me azucrinando querendo subir mais uma vez. Se fosse pra ver a cena dela se repetir eu iria em uma boca de fumo depois terminaria em casa assistindo um filme pornô

Desfecho: Já tive experiência boas, experiências interessantes e experiências ruins na Mosaico. Essa inaugurou o tétrico. Cuidado com ela, Giovanna, usa aparelho.

Saudações!!!
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RAZOáVEL BOA
Toretto 26/08/2021 13:59

Vila mimosa é tudo golpe,principalmente essa casa rodeada por bandidos,milícia e policiais corruptos,se vc fizesse algo errado com a menina vc nem sairia de lá, corram de desse lugar imundo,mais vale pegar o carro ou a pé mesmo e pagar as meninas de rua ali próximo,caso não tenham opções.

Corcel 26/08/2021 08:52

ninguem consegue se safar de um td ruim !!!!

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GIOVANNA
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DISSE QUE FAZ

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TALVEZ

Esse é meu primeiro TD. Desculpem qualquer coisa.

Tava na lapa com amigos, deu umas 3h e o clima era ir pra casa.
Mas decidi visitar a velha mosaico, sem compromisso,.já visitei outras vezes, não lembro os nomes das pessoas, mas por média é uma boa casa.


Parece que a maravilhosa Mila colocou um silicone maneiro, mas não tava a fim de experimentar na data.
Fiquei com a Giovanna(eu acho) uma branca bronzeada bem gata, com marquinhas de biquine da boa e excelente oral.
Ia comer o cuzinho da perva mas homem bebado e animado demais com um bom oral, esqueci e gozei.



Era pra ser tudo perfeito, mas a moça quis chamar uma amiga pra encher o saco e queria que eu gastasse + pra pegar a amiga dela pq sim, insistiu mt, caguei pra isso, acabei metendo firme até gozar depois de fazer ela mamar bem.

Prática comum essa de tentar empurrar a amiga, quade deixei mas ia ser caro e a amiga não valia.

Tive que ser bem firme e dizer que não.


O valor elevado é pq peguei suíte. A mamada valeu pelo contexto, mas n pagaria isso mais cedo e com casa cheia.
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA EXCELENTE
PapaTeen 08/08/2021 21:22

Se der muito dinheiro pra mulher ela não vai pra cama ela vai pro shopping, dá um pouquinho de cada vez.

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MARCELE
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24 de Junho de 2021 às 23:16
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TALVEZ




O celular toca enquanto eu bebia em um boteco remoto da Lapa. O dono da Mosaico me chama para ir a festa que acontecerá na casa. Um libertino não rejeita convites. Bebo uma última dose da Salinas, pago a conta e vou procurar o Herbie (meu fusca), que me lembrava ter estacionado em algum ponto da sombria rua Gomes Freire. Avisto Herbie, pacato e silencioso sob a sombra de uma árvore centenária. Aciono o motor, o fusquinha ronca como um Lázaro que ressuscita. Encaixo um disco aleatório no CD-Player e o som surpreendente de Enigma transborda das caixas de som e inunda a cabine...

Age Of Loneliness

Acredite, forista sem fé, não resisti. Desci do fusca abri as portas e fiquei dançando discretamente, embalado por aquela melodia que parecia fluir da própria madrugada. Talvez, uns poucos travestis que me observavam de longe tenham imaginado que se tratava de um gay surtado, não me importei. A brisa glacial daquela noite se dissipava enquanto meus movimentos desconexos aqueciam o sangue. Que liberdade, que êxtase que experimentei. Voltei ao fusca, acelerei e a faixa do CD virou para Gravity of Love, também do Enigma.

Gravity of Love

O fusca deslizava sobre o negrume desabitado do asfalto, as luzes pálidas de vapor de mercúrio descortinavam cenários em um deserto de silêncios. A cachaça girava em mim, alterando a minha percepção, me obrigando a comungar com todos os fantasmas que percorrem a noite sem terem descoberto o sentido de uma existência que se foi. Quando alcancei a Praça da Bandeira, fogos de artifício explodiram no céu, próximo à linha do trem, sem que eu soubesse de onde partiam. Tudo se acendia em luzes coloridas, me senti jovem. É provável que a velhice seja isso, o descompasso entre a mente e o corpo. O corpo envelhece, mas a mente rejuvenesce.

Embico na noturna rua Ceará, mantenho o rumo até a Hilário Ribeiro e estaciono. Assim que desço do veículo, um rapaz se aproxima e faz uma reverência respeitosa que destruiu todas as minhas ilusões de juventude.

— Tio, com todo respeito, o senhor se parece com o meu falecido avô. Levei até um susto quando o senhor saiu do carro.

Quis mandar tomar no cu, mas compreendi a carência daquele menino cumprindo seu papel de flanelinha. Como vingança implícita, dei cinquenta centavos e prometi dar o resto do valor que ele me pediu para guardar o carro quando retornasse. Não dei. Quando passo em frente ao bar “O pecado mora ao lado” (sim, existe um bar com esse nome nos arredores da Vila Mimosa), identifico um som que adoro: Tal king Heads - Psycho Killer. O impulso de dançar me assaltou novamente, mas segurei a onda e evitei desmunhecar. Melhor não fazer disso um hábito.

Psycho Killer

A Mosaico já estava em frenesi quando cheguei, apresentei-me na portaria e o costumeiro tratamento VIP me é oferecido. Mosaico é a minha Fortaleza da Solidão, um lar cravado nas vizinhanças do desbotado passado imperial. Logo de cara, vejo alguns amigos libertinos, trocamos ideias, brindamos com cervejas e gritamos o lema:

“There Can Be Only One”

Como revelei, libertinos são poucos, pois não se reproduzem. Vivem para o momento, para o prazer, para as descobertas, guiados pela luxúria. Cumprimentei a gerente, os funcionários e fui rondar a pista em busca de alguma presa. Não demorou para que eu e Marcele nos esbarrássemos, ela se aproxima afirmando que prometi levá-la para a alcova na última visita, mas sumi. Pago minhas dívidas com juros, reservei uma suíte para nós dois.

Para aguardar a arrumação do quarto, ficamos no camarote. Marcele serpenteava na minha frente, roçava a bunda no meu combalido pênis, me mostrava seus peitos de pera para provocar minha saliva. A garota se empolgou na performance erótica e comecei a me sentir Harrisson Ford com Emmanuelle Seigner numa lendária cena de “Busca Frenética”.

Busca Frenética

O quarto ficou pronto.

Escrevo este relato da rua e aqui seria o ponto onde eu narraria toda aquela mesmice da objetividade do sexo, porém, hoje eu me recuso. Digo que Marcele não decepcionou. Completa, oral estupendo, beijos voluptuosos, seios divinos. Gozei horrores, mas não consegui fazê-la gozar. Quando nos despedimos, ela me passou o whatsapp e sugeriu que nos encontrássemos fora. Quem sabe? As primeiras fagulhas da manhã começavam a despontar no horizonte. Cazuza cantou na mudez da minha mente...

“Pro dia nascer feliz O mundo acordar e a gente dormir, dormir. Pro dia nascer feliz. Essa é a vida que eu quis. O mundo inteiro acordar e a gente dormir...”
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BOA BOA
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ÍNDIA
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04 de Junho de 2021 às 00:28
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Que noite, afeiçoado forista. Que noite memorável... Esta semana, estou completando mais um passo em direção à eternidade, mais um ano de vida, mais um período contemplando este universo material quem vem antes do metafísico. Estaciono o meu fusca na rua coberta por sombras e árvores tristes, uma rua que deságua na Boate Mosaico. Minhas botas firmam meu primeiro passo sobre aqueles paralelepípedos transbordantes de histórias. Em pensar que naquela rua que abriga o meretrício ficava a sede de um jornal que fez parte ativa da biografia do nosso país, a Última Hora. Hoje, o prédio da redação e das rotativas do icônico jornal servem de habitação para alcovas e moquiços destinados ao sexo fugaz.

Quando me aproximo da boate, ouço um som antigo, que me traz memórias, que me faz viajar no tempo por alguns segundos, que se entranha nos meus ouvidos anunciando a minha entrada em mais um posto da velhice. Da pista da boate Mosaico, vazava a melodia do Pink Floyd: “Another brick in the wall”.

PINK FLOYD

O destino me pregando uma peça, o acaso me preparando a melhor recepção. Senti vontade de dançar sobre os paralelepípedos da rua Hilário Ribeiro, dançar abraçado às sombras, flertando com as árvores tristes, dançar como quem zomba do tempo. O tempo, esta parede imaginária e intransponível que nos esmaga contra outra parede inevitável, a morte.

Entro na Mosaico e sou recebido como rei. Um dos donos (Eliseu) já havia passado instruções para que eu recebesse o melhor atendimento. Há tantos anos faz isso por mim e ainda me comovo. Gentilezas me comovem. Encontro alguns amigos que, por estarem presentes, se revelam os melhores amigos. Um ano difícil para mim, um ano árduo para todos nós, mas eu queria fazer como Zorba, queria dançar como um grego e comemorar o momento, não o amanhã. Gostei do que vi na boate, muitas mulheres bonitas, muitas meninas atenciosas. A gerente, os funcionários, todos me oferecendo um carinho que sempre encontrei somente em um lugar, na Mosaico. Em um ano de tristezas, de repente, me vi feliz. Como retribuir? Sendo leal a todos eles, sendo profundamente fiel a essa ternura. Para a mim, a Mosaico não se resume a mais um inferninho, é um lugar que habita as minhas melhores memórias afetivas.

Não esperava muito da noite, queria apenas estar ali, onde a energia libertina me faz contemplar o momento presente, o pulsar da vida e da luta pela sobrevivência. Percebi que a madrugada não quer saber das minhas expectativas quando decide me surpreender, e fui surpreendido. Revi e conversei com a mitológica Lara Serrat, exalando exuberância sob as luzes psicodélicas. Avistei uma morena em um vestido prata colado no corpo, cabelos negros e compridos, pele dourada, pelos aloirados cobrindo as pernas grossas e bem torneadas. Uma índia bonita e sem cacique. Respirei fundo diante da beldade e me aproximei.

— Você é linda. Qual seu nome? — Perguntei usando a introdução mais cretina que eu poderia escolher.

— Índia — ela me responde.

Seu nome não tinha como ser outro, ela escolheu o óbvio. Era uma índia de alguma tribo de beleza rara. Conversamos, ela está há poucos dias na Mosaico, mas pelo que sondei faz muito sucesso. Bebemos uma cerveja, trocamos uns selinhos, uma carícias e convidei à alcova. No andar do amor, sou encaminhado para uma suíte nababesca, uma bela suíte espelhada, com chuveiro e cama grande. Índia vai buscar sua nécessaire e tomo um banho rápido enquanto a espero. Ela retorna, tira o vestido e eu babo como um ancião sem controle sobre o próprio corpo. Que mulher! Totalmente demais! Começamos a nos beijar, beijos longos, beijos reais. Logo me dei conta de que Índia seria um caso de paixão fulminante. Nossos corpos se atracaram, roçaram-se, excitaram-se. Índia gemia em um tom que me deixava insano de tesão. Acredite, forista sem fé, a mulher é maravilhosa. Baco me abençoou com uma bacante na noite do meu aniversário.

A pegação estava tão ardente que nem pedi pelo boquete, coloquei ela de quatro, penetrei em seus domínios mais íntimos e meti forte. Ela gemia alto, pedia por uns tapinhas, empinava a bunda primorosa. A luz do quarto refletia a penugem loira que recobre suas coxas. Não, estimado forista, não consegui segurar. Gozei tudo, gozei a alma, gozei a minha árvore genealógica inteira, gozei meus ancestrais, gozei meus descendentes. Gozei demais. Desabei sem ar, sem fôlego, no colchão. Olhei para o teto e tudo rodava. Índia colou sua pele na minha, acariciou meu tórax e naquele instante, quando cruzei com seus olhos, eu estava apaixonado. Eu a amei.

Trocamos telefones, combinamos um futuro almoço. Que fêmea descomunal é a Índia. Não estará na Mosaico no restante desta semana, mas me prometeu retornar na próxima. Índia não é mulher, é vício. Batidas na porta, o tempo acabou, o sonho terminou. Visto minhas roupas, calço minhas botas e deixo o quarto.

Fecho a conta na Mosaico, recebendo um generoso presente que nunca acho que mereço. Ganho as ruas, a madrugada ia alta, raios de sol ameaçavam romper o horizonte. Entro no fusca, olho em volta, sinto o silêncio. O tempo... O tempo... Quem conhecerá a minha história? Quem se interessará pela minha passagem neste mundo? Talvez você, amigo forista. Talvez, ninguém. Mas saiba que eu vivi, eu vivi. Ave, Mosaico. Palmas
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EXCELENTE EXCELENTE
Saulo Top 05/06/2021 18:46

Grande, Dante! Vida longa a ti, meu nobre. Desejo toda felicidade do planeta pra vc e que não te falte saúde, ereção e sabedoria para nos escrever tão graciosamente estes relatos mundanos, aliás, relatos que eu devoro palavra por palavra.

Predator 05/06/2021 00:55

Muita, muita, muita saúde e felicidades!
É o que todos desejamos!
E viva a liberdade!

pgggato45 04/06/2021 13:40

Parabens Dante-Rj e que presentao de aniversário!

Alicia Ferrari 04/06/2021 07:28

Muso maiorrr vc merece todas as homenagens desse mundo
E ainda uma linda índia de quebra RS
Impossível não comentar
Bjo grande

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MILA
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04 de Setembro de 2020 às 22:55
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Aproximavam-se os primeiros minutos da madrugada quando estacionei o Sucatão na penumbra de mistérios e devassidões da Rua Ceará, à margem da Vila Mimosa. A terra da perdição, das mulheres erradias, dos homens extraviados. “Vós que entrais, abandonai todas as esperanças”, escreveu o poeta Dante Alighieri sobre o Inferno, hoje ele escreveria a mesma sentença sobre os descaminhos da zona de meretrício. Na zona, o Sol é temido, pois seus raios amarelando o céu com a cor da cerveja encerram o ciclo da luxúria. As putas não querem que amanheça, os libertinos não toleram o amanhecer. São almas que amam a noite. A noite é uma mulher vadia que a todos recebe e abraça como madrasta generosa. Havia uma lua cheia imensa no céu despejando sua luz azulada nos hiatos escuros do caminho, meu destino era a Mosaico.

Segui meu rumo, de dentro de um bar vazava o som pesado do Evanescence...

Call Me When You're Sober

Como disse em outra ocasião, a Mosaico é a única casa que tenho me arriscado a frequentar esporadicamente durante a pandemia, pelo tratamento excelente que recebo e pela consideração que um dos gestores da casa parece ter por mim. Num mundo em que a ingratidão é master, eu contrabalanço tentando ser grato aos que me demonstram deferência. Alguns foristas nutrem recalques pela forma como sou e fui tratado em algumas casas, se eles fossem legítimos libertinos talvez também conseguissem ser vistos como presenças importantes. Como escrevia Fernando Pessoa: “O mundo é para quem nasce para o conquistar E não para quem sonha que pode conquistá-lo”.

A Mosaico foi a única casa carioca que conseguiu causar aglomeração de clientes ao levar uma famosa atriz pornô para realizar um striper e ficar à disposição de quem estava presente na casa. Foi notícia de jornal por isso. Em tempos minguados, não é para qualquer um. Agora, a iniciativa está sendo copiada por quase todos os bordeis do Rio.

Costumo ficar na parte externa da boate. Nesta última visita, o garçom me trouxe um copo caprichado de uísque do bom e me avisou que era cortesia. Engoli o malte em um só gole. O mundo brilha mais bonito após um copo de uísque. Fiquei contemplando, pensando na vida, aproveitando o momento, até que avistei uma loira monumental desfilando na área. Linda. Antes que algum marmanjo abordasse a beldade, acenei para ela e perguntei se podia beber comigo. Ela veio em minha direção com um sorriso capaz de romper corações feitos de couro duro. Apresentou-se e se acomodou ao meu lado. Mila é seu nome, é de Búzios, estava ali naquela noite para conhecer a casa. Fiz a conhecida entrevista básica e decidi... Masmorra.

Dentro do quarto, a menina entra com uma toalha que deixa cair lentamente, revelando algo que não poderia ser chamado de corpo, vi uma escultura, um monumento, uma relíquia da Grécia antiga se desnudando diante dos meus olhos mortais. Seios médios de bicos rosados, barriguinha lisa e com uma penugem que refletia o tom dourado dos raros pelinhos que a decoravam, pernas grossas e torneadas e uma boca carnuda que me fazia salivar. Mila sacode os longos cabelos loiros e me abraça no prefácio de um beijo que me causou a sensação de estar dentro da Enterprise indo aonde nenhum homem jamais esteve. Acredite, forista sem fé, eu já provei muitos beijos, mas aquilo era uma abdução. A loira me empurrou na cama e desceu a boca num boquete rapel que me provocou vertigens. A vida sedentária após os cinquenta anos faz da ereção uma descoberta arqueológica. Antes que a magia do pênis ereto se dissolvesse, pedi para que a garota ficasse de quatro e penetrei naquela cavidade mítica que chamamos de vagina. Foi rápido, afeiçoado forista, gozei com um desespero de um coelho no momento da cruza e caí quase desfalecido naquele colchão em que tantos guerreiros foram derrotados por amazonas remuneradas. Estimado forista, se encontrar a Mila por lá, não titubeie: peça uma alcova.

Retornei ao Sucatão, inseri a chave e acionei o motor. Liguei o rádio numa estação aleatória, uma batida familiar inundou a cabine, o som de Pitty cantando "Pulsos". Saída de emergência.

Pulsos

A vida ainda pulsa...
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BOA BOA
PapaTeen 09/08/2021 15:11

kkkkConfrade GLOBO, são pervas, não são virgens do bailinho é escolher e perguntar, se elas lhe escolher já é meio caminho para dar ruim se for grosseira ou desligarem o telefone parte para outra, são milhares na net.
Atualmente você tem que perguntar de tudo, as ratonas lhe deixam falando sozinho na segunda pergunta pois querem dar o maior número de golpe no expediente, fique feliz por se livrar dessa furada.
Se amarra em mamar um peitinho durinho... pergunte se são enfeites ou se pode chupa-los.
Tem um lombo durinho e você se amarre em sujar a camisa de bosta, pergunte.
Você consegue dar duas em uma hora, pergunte se pode dar duas ou se é gozou acabou, tem quem paga duas horas e a mulher vaza assim que sai a primeira gozada, pode ser em 15min que o programa acaba e ela te expulsa.
Vá a 13M33, você sai mais satisfeito com R$50,00 na 13M33 doque com R$200,00 ao cair no papo de uma ratazana criada.
Marque o menor tempo possível para um test drive, quem é ratona é ratona até em 15min.
Se gostar marque o tempo que achar melhor.

Tem dia que saio para pegar um cú, então é só ir direto ao assunto, basta uma pergunta....
"Filha, você é completinha?"
Pronto! R$50,00, Pau dentro pau fora e volta para luta.

Globo 06/09/2020 21:46

Cara me da algumas dicas de abordagem, tipo como vc conversa com as meninas tipo o que vc acha melhor perguntar antes de fazer o programa? Vlw abraços!!

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30 de Agosto de 2020 às 20:43
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Início da noite. Eu caminhava pela Lapa a esmo, como bala perdida que ainda não tinha encontrado um corpo vivo para se aninhar. Ia sozinho, olhando os antigos sobrados iluminados por lâmpadas de neon, pensando comigo sobre a Lapa da Belle Époque, uma sucessão de bordeis, muitos deles habitados por francesas famosas que dominavam o lazer sexual do Rio. Em 1920, a Lapa era conhecida como Montmartre carioca, devido aos grupos de intelectuais que se reuniam para beber na região, intelectuais do porte de Manual Bandeira, Villa-Lobos, Portinari, Di Cavalcanti. Cabarés, clube de jogos, prostitutas e travestis davam vida ao bairro do pecado. A Lapa era a alma libertina da cidade. Outra época, outros charmes. Imagine que diferença, afeiçoado forista, hoje você entra numa Terma do Centro e quando ela está cheia de gente, está cheia de ninguém. O mundo é dos medíocres. Havia também uma sequência de bares conhecidos como Chopes, estabelecimentos frequentados por malandros e com uma programação regular de pequenos espetáculos. São histórias que nos fazem pensar que nascemos na época errada, mas cada período tem a Belle Époque que merece. Veja, forista sem fé, havia um tipo de prostituta diferenciada que chamavam de hetera (do grego), eram mulheres sofisticadas que mantinham casos com clientes e serviam como boas companhias. É o elo perdido do Bop (baba-ovo de puta) contemporâneo. Infelizmente, a partir de 1940, a intensa e glamourosa prostituição do Centro foi sendo empurrada para o Mangue, numa onda moralista semelhante a que vivemos. A Lapa decaiu até ressuscitar capenga para a nossa geração.

Em meio a essas reflexões, entrei no Bar Brasil, lugar que frequento quase todas as semanas, para degustar da boa cozinha que praticam. Peço meu prato favorito, tomo meus chopes e encerro com o néctar dos Deuses batizado como apfelstrudel, uma torta de maçã regada a chantilly que nos prova que a vida vale a pena. Saio do Bar Brasil sublimado pelo paladar e caminho até o Bar das Quengas, foi próximo a ele que estacionei o Sucatão. Sento-me no bar, que conheci como pé-sujo de uma Lapa ainda em ruínas no início dos anos 90, peço uma dose de uísque, peço duas doses, alcanço a terceira e paro. Preocupado com a Lei Seca, arrisco ir com o Sucatão até a bucólica praça Afonso Pena, na Tijuca, de lá pego um táxi para a Vila Mimosa. Já contei aqui que conheci o último resquício da Vila Mimosa no Mangue, quando se resumia literalmente a uma vila insalubre, de casas caindo aos pedaços, no terreno onde hoje fica a estação do metrô do Estácio. Marafonas velhas e carcomidas desfilavam misturadas às garotas jovens e gananciosas. Um lugar feio, acuado, com todos os sinais de que margeava a extinção. A Vila Mimosa renasceu ao se transferir para a Rua Sotero Reis. A rua batizada com o nome de um gramático maranhense do século 19 se transformaria no maior curso de gramática da luxúria dos cariocas.

O Táxi me deixou na árida Rua Ceará por volta da meia-noite. Assim que finquei minhas botas nos paralelepípedos da zona, as luzes se apagaram. Blackout. Um detalhe sobrenatural chamava a atenção, o letreiro do Hotel Canário continuava aceso e refletia uma pálida luz azul dentro do breu, um farol fantasmagórico resistindo às trevas. Sem enxergar quase nada, fiquei parado, forçando a vista, tentando pressentir as presenças que vagavam ao redor. Enxerguei vultos, talvez espectros de libertinos ausentes que um dia transitaram por ali, talvez fantasmas vivos buscando o único destino permitido. Predominava um silêncio de surdo. Eu estava preso, não tinha como sair rompendo aquela escuridão, tive que aguardar os acontecimentos. De repente, a escassa iluminação da Rua Ceará volta a brilhar, ouço um berro de comemoração coletiva erguendo-se do nada. Apressei o passo e respirando forte adentrei na zona.

Fazia frio, um tempero inusitado para a noite carioca. Nuvens cinzas e escuras anunciavam chuva. A primeira vez que pisei na zona recém-instalada na Praça da Bandeira, fiquei extasiado, era uma festa diuturna. Todos os tipos de mulheres passavam por ali. Negras, morenas, loiras. Mulheres frias, calientes, mornas, algumas viciadas, outras alcoolizadas. Um caldeirão de gente que me fascinava. Passei perigos na zona, mas diante de uma ameaça surge o momento em que raciocino mais rápido e consigo contornar os riscos. Fui à Vila para entrar na Mosaico, que dias antes foi manchete no jornal Extra por conta do show de uma atriz pornô e do congestionamento de maníacos sexuais no local.

Não me canso falar sobre a deferência com que me tratam na maior boate da Mimosa. Já existiu ocasião de eu ter mesa em posição privilegiada e reservada com meu nome. Isso me provou que a diferença não é o lugar ou as mulheres, a diferença é a forma como tratam a sua presença. Os anos passam e continuo sendo considerado como um amigo da casa. Não é um gesto fugaz ou de ocasião, é um carinho perene pelo cliente. Por isso, nestes dias de pandemia, só tenho me arriscado a frequentar esporadicamente a Mosaico.

Faço aqui uma pausa para aquele forista que está reclamando dos meus longos relatos. Perceba, estimado companheiro das minhas viagens boêmias, como é possível aceitar que uma jornada pelas madrugadas seja narrada como se fosse uma ida a padaria? Vejo aqui camaradas que relatam o sexo como se fosse um trabalho universitário. Sinceramente, se minhas noites na vida se assemelhassem a um TCC, eu já teria cometido suicídio. Não, forista sem fé. O dia é uma rotina, mas a noite é o imprevisível. O dia é o mono, a noite é o estéreo. O dia é o barulho, a noite é a música. Eu não escrevo TDs, eu componho as sinfonias que ouço e vejo sob as estrelas.

Voltemos. A pista da Mosaico estava sortida de boas mulheres. Belos e diversos tipos femininos rebolavam na sinuosidade pecaminosa que preenche as mulheres da noite. Fui atrás da última menina que eu comi, mas não a encontrei. Pedi um martíni e fiquei paquerando. Avistei uma branquinha de cabelos negros, porte médio, bunda arrebitada e seios pequenos com o desenho de um par de peras. Bonita e sexy dentro de um fio dental microscópico. Convoquei a menina e conversamos por uns minutos. Joana seu nome. Paguei uma vodca. Alcova.

Dentro do quarto, nus, vi um corpo exuberante. Uma pele alvíssima, lisinha, imaculada. Sem marcas. Os seis durinhos e pequenos tinham bicos rosados que apontavam para o espaço sideral. Ela pediu que eu a chamasse de Jô e me deu um beijo avassalador, como poucas vezes recebi dentro de um puteiro. Beijo de fazer o pau levitar como faquir indiano. Deitei-me com o prego em riste e a barriga se espalhando como pudim fora da geladeira. Jô veio por cima, me conectou a sua tomada e se remexeu frenética, gerando descargas elétricas de alta tensão. Quase a nocaute, pedi que ela me chupasse. Se o beijo era espetacular, a chupada foi transcendental. Sim, afeiçoado forista, existem mulheres que não são uma transa qualquer, são experiências místicas. Jô é dessas mulheres. Fica de quatro e me lança um olhar fumegante. Jô respinga sensualidade. Molhou um dos dedos e lubrificou o cu, sem deixar de me encarar. Sempre fico em dúvida se o meu combalido pênis terá a devida potência para penetrar num ânus. Depois dos 50 não há certezas, só dúvidas. Consegui entrar naquele universo mágico que faz o portal do intestino grosso. Uma delícia. Jô gemia algo, como quem gosta de ser sodomizada. A resistência de um velho nunca é resistência, é sempre prorrogação. Gozei horrores. Gozei parte da alma. Caí desfalecido no colchão de origem duvidosa com respiração de infartado. Não, dileto forista. Não espere da Mosaico lençóis de cetim, travesseiros de pena de ganso, almofadas de veludo. A Mosaico é o mundo real, com mulheres reais, com orgasmos reais e imaginários. A Mosaico talvez seja um pedaço da alma da antiga Lapa que escolheu renascer na zona.

Fui caminhando de volta à Rua Ceará, pairava uma neblina fosca sobre tudo. Eu precisava pegar um táxi e resgatar o Sucatão na praça Afonso Pena. Fiquei em pé, sob o letreiro inapagável do Hotel Canário. Ser libertino não é uma escolha, não é um ensaio. Ser libertino é uma marca humana. Sou desses sujeitos que gostam de estar sozinhos, a minha companhia me basta. Não costumo andar em bandos nem aprecio. A solidão constrói a intensidade. Vejo um amarelinho se aproximando, faço sinal, o carro para. Antes de embarcar, tento enxergar além da neblina, não consigo. A madrugada é uma deusa que não revela o que o Sol desnuda. E o libertino é aquele que persegue os mistérios além da neblina. E o táxi enfurnou-se comigo no negrume do asfalto.
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Bad Brain 04/09/2020 02:00

Que crônica! Parabéns!

Saulo Top 02/09/2020 04:39

Como sempre, um relato top. Putaria e cultura presente. Valeu, Dante!

Psico 31/08/2020 16:47

Mais um ótimo relato! Boa desbravada!

Wolverine2004 30/08/2020 22:11

Há tempos que não vou a Mosaico. Obrigado pelo relato.

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À medida que envelheço, percebo que o impulso sexual toma outras direções. Não sinto mais aquela fome selvagem nem a síndrome do peru louco. A razão começa a se sobrepor à libido, o desejo deixa de ser um reflexo mecânico para se transformar num instinto provocado. É o ponto em que o sexo já perdeu o mistério, é preciso adrenalina, emoção e novas experiências. O libertino velho é o homem sublimado.

Houve um período da minha vida que frequentei a zona boêmia quase diariamente, conheço a Vila Mimosa desde que ficava no Estácio, onde hoje é a estação do metrô. Quando a zona se mudou para a Rua Sotero Reis, na Praça da Bandeira, eu vivi momentos épicos naquele novo endereço. A Vila era uma festa, um caldeirão de gente de todos os tipos e níveis sociais. Naquelas masmorras degustei mulheres inesquecíveis e outras que foi melhor esquecer. Tive breves affairs com algumas marafonas e paixões desiludidas por outras. O cenário foi sempre o véu da noite. A noite possui alma na zona, é protagonista em um teatro de figurantes. Encarei perigos, desafios, mas me safava, o libertino é versão moderna do malandro. Cabe aqui um adendo, todo malandro nasce otário e aprende pelos revezes que sofre no tempo em que foi ingênuo. Há malandros que se formam cedo na ginga, outros demoram a aprender. Confesso, afeiçoado forista, ainda sou um aprendiz de idade avançada. Todo velho é mais Spock do que Capitão Kirk.

Perdi a conta de quantas vezes estacionei o leal Sucatão na Rua Ceará. Não consigo contar quantas vezes amei mulheres sobre os lençóis rasgados do mítico Hotel Canário. Não me pergunte quantas vezes abracei a textura suave do corpo nu de uma fêmea dentro das masmorras obscuras que existem nas casas da zona. Trago em mim a memória de incontáveis prostitutas. Sou um arquivo vivo dos bordeis, dos segredos dos cabarés, dos beijos imorais e obscenidades das esquinas. Um libertino é um Highlander que nasce desses amores de perdição.

A única boate que estou me permitindo ir nesses dias de pandemia é justamente uma que fica dentro da zona de meretrício, a Mosaico. Vou porque é a única casa que ainda conserva alguma animação, algum agito inesperado. Como agora está sendo tocada pelo imortal Eliseu, sinto-me motivado a frequentar. Eliseu talvez seja o único dono de bordel que considero um amigo, sempre me tratou com as maiores deferências, tenho lugar cativo na Mosaico, apesar de ter frequentado o lugar bem menos do que ele merecia, pelo tratamento que me dedicam lá.

Como não sou invulnerável, tomo minhas precauções contra o vírus. Fico na parte externa, tento me manter afastado das aglomerações, escolho a companhia e peço a suíte da casa por considerar mais seguro e com menos rotatividade. Na última visita escolhi uma moça chamada Sol. Fiz a tradicional entrevista de aptidão e subimos à alcova.

Sol é loira, falsa magra, corpo bem desenhado, pernas grossas e uma bundinha perfeitíssima. Não direi que é bonita, mas exala uma sensualidade poderosa, é atraente, magnética. Quando tirou a mísera roupa que a cobria, vi um par de seios firmes, uma cinturinha bem talhada e uma vagina lisa e rosa. Parti para cima como um bárbaro invadindo uma cidade desprotegida. Beijos de língua, pegação, chupação. Aproveitei meu momento de lendária ereção e pedi que a garota ficasse de quatro. Que paisagem nababesca, estimado forista. Meti ansioso e gozei feito hamster no atraso.

Sol me atendeu com dedicação e merece cinco estrelas. Desci para a pista da boate, pedi uma dose de uísque, me despedi do mitológico Eliseu e parti. Sucatão me esperava em seu estado meditativo, acionei o motor, liguei o rádio e ganhamos o imprevisível negrume do asfalto. A música alta abafava o pensamento e o horizonte urbano anunciava que a nossa história ainda não terminou.
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"O amor é o triunfo da imaginação sobre a inteligência."
(H. L. Mencken)


A noite invernal exalava uma friagem orvalhada quando aportei o Sucatão na rua Ceará. Havia algum movimento de caminhantes, mas ali nunca sabemos se são gente ou fantasmas de boêmios acorrentados às funéreas lembranças do prazer carnal. Desço do carro em trajes de quem parecia estar desembarcando num planeta radioativo e sou abordado por um flanelinha magérrimo, um personagem gótico que completava o cenário da aventura. A Vila Mimosa é para o libertino o arquétipo da ilha de Avalon, foi nela que forjaram Excalibur, a espada que Eliseu arrancou dos paralelepípedos, ergueu às estrelas e fundou o seu reino: a boate Mosaico, a nossa desregrada Camelot da luxúria.

O leitor mais atento poderia ficar confuso e perguntar se não troquei Rei Arthur por Eliseu. Acredite, forista sem fé, escrevi corretamente. Eliseu é o atual gestor no comando da Mosaico, que numa rara exceção do mercado, não se comporta somente como gestor. Eliseu é o carisma, a alma, o sentido da existência da Mosaico. Sempre foi. É o único administrador de boate capaz de compreender que o cliente é uma conquista e não uma presença acidental. Para ele, qualquer cliente é essencial, sabe açodá-lo pela vaidade. É o soberano dos promíscuos. E o maestro está novamente à frente da orquestra.

Antes de sair de casa fiquei em dúvida sobre onde ir nestes tempos pandêmicos. Soube que a 502 está com meia dúzia de meninas e uma plateia média de três clientes, a 21 se encontra na UTI e respirando por aparelhos, a 65 nem sei como anda, a 4x4 permanece como jazigo perpétuo, a Cancún provavelmente é uma ilha caribenha com um náufrago dentro e a MV30 comprou uma mesa de sinuca para ocupar o espaço vazio. A única sobre a qual ouvi comentários positivos foi a Mosaico, o que facilitou a minha decisão.

Ao me aproximar da casa, a surpresa foi o razoável movimento de clientes e mulheres na parte externa. Surpreendeu-me ainda mais as medidas de segurança que estão praticando. Fazem medição de temperatura na entrada e a desinfecção constante no salão. Sim, afeiçoado forista, antes que me pergunte, vi algumas beldades circulando, algo que eu também não esperava. Pedi uma dose de Red Label, misturei com Red Bull, e fiquei contemplando a vida pulsar naquele idílico e remoto espaço do mundo.

Enquanto os homens perseguem os mais diversos destinos, iludidos pelo dinheiro, pela grandeza ilusória ou pela fama efêmera, o destino do libertino é a vagina universal. Vem do berço. Quando uma loira descomunal raiou no salão da boate, não tive dúvidas, estava ali o meu destino. Alta, olhos claros, lábios carnudos, pernas longas e bem torneadas, bunda firme e arrebitada, seios médios e pontudos, cabelos compridos que escorriam em cachos dourados pelas costas e uma discreta tatuagem de serpente nas costas. Uma belíssima reencarnação de Vênus. Por alguns minutos, fiquei vidrado, enfeitiçado por aquela amazona admirável que desfilava sem pudor toda a sua potência, toda a supremacia da espécie. Movimentei-me para abordá-la antes que alguém o fizesse.

– Qual seu nome?

– Luize. Acho que te conheço...

Muita gente me conhece e nutre por mim ódio, inveja ou paixão, a única coisa que um libertino ancestral como eu não desperta é a indiferença, a irrelevância. Talvez, ela me conhecesse de vista. Conversamos. A garota tem uma beleza hipnotizante, me contou ser do Paraná e estava rodando pelas casas para escolher onde ficar, disse ter gostado da Mosaico. De repente, se aproximou e me tascou um beijo, beijo de língua, com troca de saliva, lábios na pressão. Minha combalida espada deu sinal de vida. Resistir é inútil. Fiz o convite. Alcova.

Luize é daquelas mulheres que quando tira a roupa, quando se coloca nua à sua frente, você fica estático como se estivesse vendo o mar pela primeira vez. É um deslumbre, a perfeição feita de curvas e cavidades misteriosas. Após a contemplação, atraquei-me àquele corpo como um bárbaro invadindo uma cidade suntuosa e desconhecida. Degustei aquela boceta como quem sorve um vinho da melhor safra francesa. Quando veio me chupar, a menina gemia baixinho enquanto engolia meu pau na vertiginosa técnica do boquete rapel. Lindo de ver, maravilhoso de ouvir. Excitadíssimo pelos sons e pelos movimentos ondulantes, pedi que ela ficasse de quatro. Obedeceu. Penetrei lentamente, palmeando cada avanço do membro, a menina deu um gemido mais alto quando percebeu que eu estava completamente mergulhado nela. Não éramos mais dois, éramos um. O poder daquela conexão de volúpias foi avassalador, a química sublime. Que delícia. Velhos como eu possuem um prazo de validade no sexo, não podem se perder em posições ou malabarismos desnecessários. É preciso ser objetivo antes que a fada madrinha nos roube a mágica da ereção. Estoquei a garota com fervor e desabei na morte de segundos que o orgasmo nos proporciona.

Com certeza retornarei à Mosaico e se nos reconhecermos por lá, irmão libertino, a bebida será por minha conta. Que Luize me aguarde, a fêmea colossal.

Voltei ao Sucatão, acionei o motor, liguei o rádio e uma batida extasiante transbordou na cabine. Acelerei. Protegido pela armadura, como um cavaleiro numa cruzada erótica, desapareci no negrume do asfalto. Set me free...

Set me free Yes
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BOA BOA
Saulo Top 14/07/2020 22:38

Excelente relato, confrade! Vc escreve muito bem e possui um linguajar erudito, mas admito q vc me faz chorar de rir tbm. Kkkkkk
Valeu!

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A minha história como forista está muito ligada a alguns locais do Rio, um deles é a Mosaico. Eu ia ocasionalmente à Mosaico pelos idos e vividos anos de 2010, escrevia sobre a casa e sobre as minhas visitas. Foi um tempo de uma Vila Mimosa exuberante, que parecia uma grande festa popular que acontecia diariamente, eu frequentava quase todos os dias a zona acompanhado, inclusive, de cidadãos aqui do Gp. A Mosaico, porém, nunca fez parte da Vila Mimosa, sempre esteve à margem, com outra frequência de mulheres e com outros valores no menu.

Certo dia, abro meu e-mail, e estava lá uma mensagem de um dos donos da casa me agradecendo pela preferência e oferecendo amizade. Quando vi o e-mail, fiquei surpreso, mas depois estreitamos contato e eu decidi realizar a primeira festa de aniversário de um forista nos salões da Mosaico: a minha festa.

A festa se realizou numa noite chuvosa, que conspirava contra, mas que não conseguiu impedir a grandeza do evento. Teve anúncio no jornal O Dia, casa absolutamente lotada, não cabia nem ar, um mesão de frios, um bolo imenso e eu no centro das atenções. Foi lindo. Naquele dia, muitos foristas descobriram a Mosaico; naquela noite, a Mosaico descobriu os foristas. Fiquei feliz por ser a ponte, fico feliz até hoje. Depois da Mosaico, com mais empenho, muitas parcerias foram nasceram: a lendária Red Light, a Face Club e recentemente os melhores momentos da 65. Foi um período em que eu, meus amigos e um dos fóruns do Rio conseguimos erguer uma atmosfera única, uma alegria, um entusiasmo, o clima de confraternização. Sempre compartilhei as conquistas com a comunidade, amigos ou inimigos. Eram recordes de postagem. Surgiram o Clube do Pândego, o grupo dos Indomáveis... Quem viveu sabe e sente saudade.

É óbvio, iniciativas assim, que patrocinei e fiz parte, despertam adesões e recalques. Inevitável. Infelizmente, foram tempos que passaram. Passaram porque os fóruns mudaram o perfil, porque grupos de WhatsApp não possuem foristas com carisma e paixão para recriarem sozinhos a Belle Époque da luxúria. Foi-se. Fiquei eu, o velho e combalido Dante, ficou o Sucatão, restou à noite e a madrugada. A paixão promíscua é propriedade somente do legítimo libertino, é como o martelo de Thor, só os dignos a merecem.

Lembro do meu último TD na casa, a Vila Mimosa já havia entrado numa decadência da qual até hoje não saiu, mas a Mosaico ainda rodava num frenesi raro para a maioria dos estabelecimentos de entretenimento sexual. Estacionei na Rua Ceará e fui caminhando. A casa estava cheia, mas logo fui abordado por uma morena de proporção cavalar, corpo trabalhado, pele acetinada e perfume de flores do campo. Presença de mulher impressionante. Talia, um nome que depois ficou conhecido por vários foristas. A garota é um vício. Conversamos e bebemos um pouco e convoquei: alcova.

Morena, cabelos compridos, coxuda, boca carnuda, beijos com língua e saliva, bom papo. Uma pop-star feita. Como previsto, quando ela tirou a roupa fiquei olhando àquele corpo como se fosse uma estátua, como se estivesse vendo a Vênus de Milo. O que posso dizer de uma forma pouco estendida é que foi uma transa que repeti umas dez vezes consecutivas, sem exagero. Talia é um colosso e completa.

O TD não é recente porque pouca coisa é recente desde a pandemia, mas até pouco tempo Talia ainda estava na ativa e ainda frequentava a Mosaico. A conferir.
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Nego10 09/07/2020 16:19

Essa pandemia fudeu com a gente...SQN...heheheheheheh

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Já tinha saído com ela uma vez, conforme postado.
Dessa vez disse que ia liberar a bundinha.
Gostosa, loira de farmácia, pele morena, rosto nota 6,5
Simpática, beija, mas um pouco mecânica. Boquete nota 8. Fight nota 8.
Buceta gostosa de chupar.
Digno de nota o fato que eu estava em um dia péssimo. Dei uma semi-brochada quando tava na bundinha dela ao som de um sertanejo que ela botou na caixa bluetooth. Acho que isso contribuiu um pouco pra má performance.
Gozei com muito esforço numa auto-punheta. Isso que dá ir em puteiro nessas condições.
Pela garota TD positivo.
Negativo da minha parte
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Saí com a Sara na quinta-feira a noite (08/11).

Mosaico com úmero razoável de meninas e clientes pra uma quinta-feira bem chuvosa.
A menina é loira da pele morena, rosto redondo (achei bonita), peitos pequenos durinhos e uma bunda linda que se destacava ainda mais pela lingerie branca que usava no salão.

Ela veio muito simpática falar comigo, pedi gentilmente licença pois estava resolvendo ainda uns assuntos de trabalho naquele momento no celular.
Fui ao seu encontro depois, conversamos, bebemos algumas cervas, e após a entrevista básica descobri que não faz anal. Quase titubeei nessa hora, mas achei a menina muito gostosa, além de simpática.

Subimos pra suíte com uma hora marcada. Suíte padrão da mosaico com lençol rasgado e chuveiro meia-bomba.
A menina chega no quarto após seu banho no vestiário e já emenda um bola-gato nota 8, que só não tirou nota maior por conta de umas eventuais e leves dentadas. Chupei depois a Sara de tudo quanto é jeito, das costas, até o cu e depois a bucetinha. Ela pediu pra parar depois de muitos minutos pois "não queria gozar, pra não ficar molinha depois" (eu escolhi acreditar que era verdade, não me julguem).

Metemos no ppm, de frente, com ela de quatro que me mostrou uma vista sensacional da bunda e do cuzinho piscando que fiz questão de dedar já que era o máximo que conseguiria. Muitos beijos acalorados no meio disso tudo e gozei no pescoço e nos peitinhos em um novo bola-gato alternando na punheta. Não deixou finalizar na boca.
No final ainda bateram na porta 5 minutos antes, mas fiz questão de ficar até o final da período.

TD positivo, fez tudo o que prometeu, mas ela demonstrou algumas restrições já na entrevista.

Um abraço a todos.
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Ligo o motor do Sucatão, o carro ruge como se acordasse de um sono profundo, de sonhos sombrios. Os pneus deslizam sobre o asfalto da bucólica e noturna Tijuca. Encaixo o pendrive no aparelho de som e as caixas começam a vazar a voz de Eminem cantando Lose Yourself. Submergimos na noite de quinta-feira...

Trilha sonora

O libertino é o personagem que luta para não se render ao amor. Ou melhor, luta contra a própria vontade subversiva de se render ao amor. O amor, esta armadilha do destino que quer nos convencer a subtrair a liberdade de forma voluntária e sem garantia de recompensa.

Meu destino, a Mosaico. Infelizmente, meus encontros com Esther são quase integralmente restritos ao espaço da boate, o tempo que a encontrei fora dali foi mínimo, o que acaba sendo menos do que uma esmola para as grandes paixões. Cada capítulo parece prenunciar o epílogo. Costumo chegar ao mesmo tempo em que ela entra na boate, mas aguardo por alguns longos minutos o ritual de preparação que ela cumpre antes de descer à pista. Vale a pena esperar, sempre desce deslumbrante aos olhos de todos.

Fomos para a varanda conversar um pouco. À medida que avança meu contato com Esther, fica difícil segurar as palavras e as demonstrações desse patético amor que me assola. Preso sob as luzes de neon do bataclã, eu vou me tornando repetitivo e óbvio para todos que me observam. Paixões da noite são mais breves que amores de carnaval, não temos o tempo que queremos, temos o tempo que sobra. É um calvário que potencializa a solidão e a melancolia, só um libertino é forte o suficiente para atravessar o mar revolto em que mergulha quando se apaixona pelas mulheres selvagens que desabrocham ao brilho da lua.

Não há mais muitas novidades nestes relatos, pois eles não acontecem no mundo real, eles se apresentam dentro das mentiras que habitam o cabaré. Subimos à alcova...

A cada nova ocasião que vejo Esther nua, deslumbro um monumento, musa com a grandeza das musas da mitologia grega. Esther inspira, desarma, excita. E os olhos de Esther? Olhos de gueixa, olhos fatais. Seus beijos são doces e quentes como beijos das primeiras namoradas da nossa adolescência. Existe magia em Esther. Sim, leitor sem fé, sou um romântico, mas isso não quer dizer que estou exagerando. Há experiências que só podemos confirmar experimentando.

Não sou um atleta sexual e tenho minhas preferências. Depois de provar muito de sua boca e de sua vagina úmida e molhada, eu a coloquei de quatro e alcancei o nirvana sexual. Todos os orgasmos com Esther são inesquecíveis.
Novamente na varanda, nos despedimos. Esther foi amável, carinhosa e me acompanhou até a saída. Dentro do carro, senti aquela tristeza de quem quer acreditar num sonho sabendo que precisará de muita energia e sorte para torná-lo real. Talvez, não consiga. Ligo o motor, o Sucatão ruge tentando me acordar. Volto a mergulhar nas penumbras da cidade, onde a solidão e as incertezas fazem nascer novos libertinos.

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GRAZY
POSITIVO
30 MINUTOS
VALOR: R$150.00
02 de Setembro de 2018 às 00:00
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

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TAXA ANAL

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REPETECO

SIM

Sexta-feira, estaciono o Sucatão na rua Hilário Ribeiro, quase em frente ao bar “O Pecado mora ao Lado”, a localização do bar com título de filme faz o nome virar quase um aviso literal. O relógio marcava 23h e havia um movimento intenso de grupos de motoqueiros na área. Depois de uma semana de diversas visitas à Mosaico, meu corpo já não pedia mais sexo, pedia sono e travesseiro. Porém, o ritmo de um libertino é algo que sempre beira o limite, um personagem que vive pelo prazer como seu bem supremo. A luxúria é o seu estilo de vida.

Quando me aproximo da varanda da boate, vejo o nosso pequeno grupo de mundanos abrindo a casa e animando o início da noite. Eu não estava mais sozinho. Entro, confraternizo com os amigos, cumprimento as meninas, abraço o Gerentão, dou uma alô para a efusiva Maria, beijo a Batata, aperto a mão da galera do bar, bato um papo com o Hugo Boss. Estou mais à vontade que em minha própria casa. A Mosaico é isso, um berço do boêmio.

De repente, vejo Grazy… Para explicar a sensação, é como ver um raio caindo sobre a terra. Se a Mosaico fosse uma ilha fincada entre um mar revolto, Grazy seria o farol, com aquele sorriso iluminado guiaria os barcos e os náufragos. É linda, corpo escultural e tem a simpatia como sua virtude absoluta. Morena, cerca de 1,70 com seu salto, cabelos na altura dos ombros, pernas grossas e bem feitas, olhos vivos, boca carnuda e um sorriso que desintegra corações. Uma das mais finas beldades da boate. Há tempos ela já havia despertado meu interesse, mas nunca consegui me aproximar de uma forma mais íntima. Sexta-feira, aconteceu…

Subimos à alcova…

Ela entra no quarto com um hobby vermelho e vaporoso. Quando abre a fitinha que o amarrava, seus seios deslumbrantes se revelam diante dos meus incrédulos e famintos olhos. Duas esferas perfeitas e convidativas. Irresistíveis, leitor sem fé, caí de boca. Seria possível eu passar o encontro inteiro degustando os peitos da Grazy, mas decidi sorver a fonte do seu néctar abaixo da linha do equador, onde não existe pecado, só entrega. Explorei com a língua os recantos mais úmidos da bocetinha da garota, ela se contorcia em silêncio, não gemia… Continuei lambendo os domínios de seu clitóris quente e molhado, até que suas pernas começaram a tremer e ela se largou num gritinho de derrota. Que orgasmo, afeiçoado amigo que me lê, quase gozei junto. Depois disso, Grazy ficou mole, mas suas pernas continuavam a tremer, algo que durou até o final do nosso período juntos.

Este pobre Velho Viking, esgotado pelas tantas viradas de noite, foi ao extremo das forças. Coloquei a menina de quatro e tentei penetrá-la para alcançar o meu próprio orgasmo venerado. Não consegui chegar ao objetivo final, o cansaço me derrubou. Ficamos de namorinho, beijinhos deliciosos na boca, tateei os peitos de Grazy como se quisesse levá-los para casa e chegou a hora de nos despedirmos. Menina-mulher maravilhosa.

Vejo a hora no celular, a madrugava avançava rumo à ameaça de um novo dia, como vampiro que foge da chibata dos raios de sol, entro no Sucatão e partimos de volta à bucólica Tijuca ao som de Eurythmics – Sweet Dreams…

A partir de agora, qualquer aventura é possível…

Trilha sonora

OS LIBERTINOS
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ESTHER
POSITIVO
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VALOR: R$150.00
30 de Agosto de 2018 às 00:00
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A primeira vez que pisei num cabaré foi em 1980. Na época, havia uma famosa casa carioca localizada na Rua Alice, em Laranjeiras. Foi quando avistei Débora, uma balzaquiana que fazia ponto no lugar. Mesmo sendo um garoto inexperiente, percebi que o magnetismo de Débora fazia com que ela se destacasse de todas as outras mulheres presentes. Era a estrela do salão e uma dezena de homens entravam naquele reduto de luxúria apenas para desfrutar da sua companhia. Após desfrutar dos segredos de Débora, saí do quarto com uma lição empírica: a alma de um bordel são suas melhores mulheres.

Um cabaré sem protagonistas é um cabaré sem identidade. Óbvio que deve existir um segundo plano de coadjuvantes que atendam as várias preferências e componham a rotatividade de um ambiente que encha os olhos dos clientes, mas as estrelas são o carro chefe, são indispensáveis e devem ser cultivadas com zelo pelos proprietários de qualquer bataclã.

Esther, com certeza, é uma dessas divas que iluminam qualquer boate, capaz de despertar o furor dos amores noturnos e libidinosos. Não é apenas a beleza ou o corpo que erguem uma estrela. O carisma, o desembaraço no diálogo e a capacidade de entrega no sexo fazem a fonte de atração irresistível que só a protagonista é capaz exercer. Quem conhece uma Esther, quer voltar para revê-la, num ciclo vicioso que traz fama, lucro e prosperidade às casas em que ela pousa. Estrelas como Esther são raras, brotam espontaneamente sob as luzes de neon, joias que devem ser guardadas em caixas de veludo e cuidadas como tesouro.

Terça-feira, pude estar com Esther novamente. Por coincidência, numa festa que teve tudo a ver com sua presença: a festa Noite com as Estrelas, na Mosaico Night Club. Por sinal, a Mosaico é a única casa que se esforça para preservar suas estrelas.

O reencontro foi inesquecível e narrar os detalhes seria redundante. Esther é mulher que agrada a qualquer homem, possui aquela intuição única sobre os desejos masculinos e sabe como satisfazê-los. E se todo este texto carrega um tom de paixão é porque essa mulher realmente desperta paixões. O que eu estranho é que uma mulher da dimensão sedutora de Esther ainda prefira as incertezas de uma tumultuada vida na noite do que a paz de um porto seguro que um desses amores que ela desperta possa lhe oferecer. Fico imaginando quantas oportunidades passaram e se perderam como fumaça entre suas mãos. Enfim, como dizia Shakespeare: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”...

Passei uma noite inteira junto a Esther. Quando me despedi, para que ela seguisse o seu caminho, já havia amanhecido e o Sol machucava os olhos de quem tinha virado a noite em prazeres mundanos. Ficou a tristeza de vê-la partir e a incerteza se a verei novamente. Mas como o tempo não para, o combalido coração libertino precisa seguir em frente...
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Sem duvidas não tem melhor. Um corpo pra ninguém botar defeito. Que pele! Que sorriso! Sabe fazer um sexo como ninguém, não deixa a desejar.
Nessa segunda feira 27de agosto, me deparo com essa beldade , que noite inesquecível de sexo, ela é daquelas que valorizam a intimidade e fazem a transar pegar fogo. Uma verdadeira “boa de cama”. É uma delicia quando ela toma iniciativa, mulher boa de cama manda bem no sexo oral, ela mostra que faz por prazer e não porque o parceiro pediu. Muito sensual, que ousadia é essa mulher !!!
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